Boletim Foto Cine Clube

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1 IJa (J 1etc. i11e(; 1111,e 111lelra11te
S. PAULO - BRASIL

'MAIO - 194 6

BOLETIM
N.º 1

·

Si outros mz-

ritos não tivesse

o IV SALÃO

PAULISTA DE

ARTE FOTO-

GRAFICA que

com êxito além

de qualquer ex-

pectativa se· rea-

r lizou de 12 de dezembro a 13 de janeiro últimos. seria suficiente para consagrá-lo o de ter, fi-
nalmente, rompido a injustificável indife-
rença que nossa imprensa vinha mantendo com relação à arte fotográfica.

pais jo:111.ais, por iniciativa própria, além de amplas reportagens e artigos sôbre o Salão e a fotografia, abriram ,·mas colunas dedicadas às artes e artistas, à crítica es-
pecializada, demorando-se alguns, na ana-

Na verdade, até então, com raras excepç·5es, nenhuma atenção davam à foto-
grafia como manifestação de arte. Remane.scência, sem dúvida, dos v:lhos preconceitos que viam na fotografia uma sin1ples operação mecânica, negando-lhe o caráter de arte completa e independente, com caractE-rísticas próprias e peculiares onde o espírito criador do artista póde .se manifestar em tôda sua plenitude, servindo-se da objetiva e do material sensivel como méro instrumentos, da mesma fórma que o pintor se serve do pincel e das tintas, para exte;·iorizar sua sensibilidade e
personalidade.
Êste ano, porém, não se limitaram os jornais, como nos anos anteriores, a publicar, na maioria das vezes resumidamente, os comunicados e notícias que o Clube· lhes enviava.

lis: · dos trabalhos expostos.
Poder-se-á estar ou não de acôrdo com alguns dos conceitos que, refletindo as tendências da -~oca (impressionismo. abstracicni :mo, e outros tantos "ismos·· que está.e· invadindo tudo, procurando "governar" inclusive as artes) apenas julgam t-om o que ,é ··moderno·· quando não fXtravagante. enquanto muita cousa ótima é taxada de "acadêmica·· ou "passadista·· ..
~·imples questão de pontos de vista que jamais poderãQ se conciliar.
Isto, i;:crém, não é o que importa. O_q_ue tem importância, é que a arte fotograflca .iá passou a ser considerada, também Entre nós, como algo que realmente merece observação e estudo mais atento.
Mais importante que a própria crítica, é o fato dela ter surgido.

Depois de aberto o Salão. nossos princi-

E. S.

- 2-

-- , Foto- Cine Clube -1 -

A 7'Jota do 7"\.ês

Bandeirante

1

Lal ; oratório e cân1ara es cura para aprendizagem e aperfeiçoamento.
·
i-iala de leitura e Bibliótera e··p·e<'ializr1da.
··
Exc1u·sões e concursos mensais ent re os ,óc-ios.
Participação nos salões e con cursos 1w<·ionais e cxtr:rngciros.
·
lntc-rcambio con;b11tc eorn as ,ucicdadcs congr11erl'S do país e do rxtc·,·ior.
··

O FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE inicia o oita· vo ano de existência ~ com e. nublicacão deste BOLETIM.
em complemento á sua circular mensál .

Procura, assim, melhor servir a.os seus associados . di·

fundindo, na medida do !)ossivel, o que .nto se faz atualmente

em a.rte fotográfica ~. elucidando seus problemas .. respon-

dendo ás consultas que lhe forem feitas : aconselhando e

c,ritntando aos que se iniciam na dificil arte de que Daguerre

foi um dos pioneiros.

'

Por outro lado .- com o BOLETIM !)Oderão os sócios acompa.nhé' .r mais de perto a.s atividades do Clube.

Dos sócios depende , porém, em grande parte, o êxito de mais este empreendimtnto. Expondo-nos sua .s observações e experiências, participando-nos suas realizações e sucessos, consuUa .ndo-nos sobre sua .s duvidas e dificuldades. en.fim, cole.bora .ndo estreitamente conosco é que o BOLETIM poderá preencher sua .s finalidades. Pa .ra tanto, estas pagim,Js estarão aberta,; a todos quantos nelas queiram cola.boré'.r.

A êles, pois : é'!:)elamos 9ara que não nos faltem com o apoio e incentivo que sempre têm dado a todas as iniciative.:; do Clube e que, agora, mais do que nunca, são necessários, para g:ue o "Bandeirante" prosiga em sua marcha vitoriosa e !)ara que posamos, num futuro próxim ·o, ter o quanto almejamos - uma verdadeira revista de arte fotográfica.
São Paulo, Maio de 1946

A Diretoria

DEPARTAM:J<]NTOS:
Fotográfico Cinema togr.ãfico Secção Feminina

DAEDAAATIVOS

Joia de admi~são 2\icnsalidade ....... Anuidade

Cr$ 50,00 . . . 20,00 200,00

Os sóci:os do interior e outi:os E'stados da secção feminina go -
zam do desconto de 50 %.

R. S. BENTO, 357 - 1. 0 AND. S. PAULO - BRASIL
·

Sócios e dir'et ores ·, em intima colaboração, emolduram os trabalhos para o IV SALAO PAULISTA

-3-
Umpouco de historia...

~9 de abril de 1939 . .. Em Eala ·cedida por uma sociedade amiga, ,·cunc-se um grupo de idealistas . Não e-ra possll-Pl pe,mitir que a arte fotográfica, como tal culti,ada nos mais longínquos recantos do mundo, cont~nuassc entre nós ignorada, Telcgada ao mais (·ompkto e-' queeimento, entre nó; que nos e,·gulh:ivamos de ser a capital artística do Brasil. .. Jú ha muito tempo, uma tentati\·a se fizéra 1ws-
... '" sentido, fundando-se a -~ociedacle Paulista dP fotografia". Até uma revista, ",'iombras e L1( 2cs" - d1rgou a ser editada.
Mas, a hcstiliclade e a indiferença do meio, frntos da ig11orancb e de preconceito,, tolos e absurdos que se ne·gavam a reconhecer a fotografia corno vt>rdadeira arte que é, aliados à incompr -2?ns:io e o egoísmo de alguns, fizeram. com qup nque- las iniriativas lógo m'. rressem.
E a fotografia quedou novamento esf]_nerida e ignorada. Entretanto, alguns ele seus melhores u.ltore '. como Valencio ele Barros, Quirino Si miks, Adbemar de ]\[ornes, Ca1·lo3 Vieira de C,u-
vallio, F. Rnfie -r, J. Pozzi ( +), G uilbrrme Mal-
fatti e outr cs cujos nomes não nos ocorrP no momrnto, continuaram no recesso de seus laboratórios a tr~ balhar, a produzir, silcucios:nn -ente, fa;:endo discípulo , inoéulando-lhcs o gosto e a paixfto pela arte.
}foito tempo se pass cu. l\Iais de 10 anos. Nu·:os idealistas surgiram. X ovos t1talhndore-3 sP arregimentaram.
E, a 29 de abril de 1939, surge o FOTO CLUBE BANDEIRANTE, com Gomes de Oliveira, Bastos Cordeiro, José Ynlenti, Benedito Duarte, José Medina, José Donati, Frederico Somnrnr, \Valduniro Moretti, etc., alem dos Yolhos lutadores que acorreram ao riovo chamado, sob a presidrncia de Alfredo Pen tendo .Filho.
Entretanto, aquela hostilidade, aquela indiforern;a e aqueles preconceitos ainda persistiam e a uovel sociedade quasi é tambem ab,orvicla.
A rea~ão re faz, porém, sentir, rom Martins Ferreira à frente, Plini, S. Mendes, Homem de ':.felo, Sugenio Lacerda. J. A. Vergarecbe, Augelo ~uti e outros autênticos bnndcirnutcs que \·êm :'t li~n e não se dóxam abateT.
A luta foi m·du:r, !Jenosa. Sacrifícios de toch ,orte foram feitos. J\las, aos poucos o Fot1 Clube Bandeirante foi se impondo, superando todo~ o~ ohstáculos, vencndo lenta, mas seguramente.
Sua posição consolida - se. Lança, com êxito, o SAL.:W PAULISTA DE ARTE FO'l'OGRÃFICA, que alcança grande repercussão, Tasgando novoF l,orizontes para a arte fotogrúfie-a brasileira.
~ éte anos se passaram ... O Clube é agora uma cxplendida realidade. J ÍI eom .Eduardo Salvatore na presidencia, seu tam-

i;o de ação estendeu-se. Congregou tambern oR ~mad ores ela cinematografia, passando a ser o FOTO - CINECLUBE BANDEIRANTE! Com os ensinamentos auferidos no Clube, novos Yalores da fotografia artística vêm surgindo, como Tho maz J. Farkas, Gaspar Gasparian, H. Laurent, C. Liger, F. Palmerio, Roberto Yoshida, Dago hcrto H. Almeida, Til:or Benedit, J océ Fakone J r., C. Anderáos, e tantos outros.
O Salão Paulista, passou a ter carater Intcr1w, ional, sendo considentclo como um dos mais im portantes da America Latina.
As iniciativas e realizações elo Clube, sua orga niza~ão modelar, trouxeram-lhe rencme e prestí gio, figurando hoje, com destaque, entre as de nwis ,,ocieclades congenexes do pais e do extran geiro, tendo sido convidado para fazer parte cfa P HOTOGTIAPHIC SOCIETY OF AMERICA (.P .8.A.) a úiaior associn~ã0 americana do ge acro, que lhe entregou a chefia do setor norte do eir('uito de Salões sul - americanos.
Á sua a~ão, de\·e-sc, em grande pnrte, o rúpido prog-rc~so alcan~ado pela fotografia artística em nossa terb, que agóra figura em todos os prin c i]Jais salões de arte fotográfica elo mundo, nunrn int'tpiivoca afirma~ão de que on São Pnulo e no Brnúl, tarnbem j.(t existe, a ARTE FOTOGRÃ PJCA.
----·----
"MAXIMAS E MINIMAS"

"O a,su11to não é nada;
-0-

a luz é tudo". Leonari/ ]1-iisonne

" O assunto é de importancia relativamente pe qucnn; o que importa é o módd pelo qual foi tr:i tado".
Arthur Hamnwnd

-o-

"O autor de uma fotografia artística tem tan t ,, direito a sei· conhecido, truito direito a gran g-enr fama pela sucessão de olnas i-econhceida , como tem o literato, o pintor ou o compositor 1'.rnsical".
C. Clarence Horton

-o--

Para cada operador, a chapa que por qualquer circunsta11cia não ficou impressa, é, invariavcl L'lcnte, a que continha, no seu misterioso vazio, a melhor fotcgrafia da jornada".
Alejancli-o C .· Dd Contl'

<> Aperf ei çoe-se na ru·te fotografica, partici pa ndo dos co ncursos in ter no s do Club e <>

os

-4
FILTROS

E

SEU

USO

~- o--41-----

PORQUE, US11.MOS :nLTROS: - OOnform-e sabe-

mos, os inumeros e variados coloridos que encontra-

mos na natureza~ são reproduzidos na fotografia, em

tons cuja intensidade vae, em escala do branco ao

preto, conforme a tonalidade da cõr.

O ideal seria que cada cor fosse exatamente re-

produzida com ,a mesma intensidade com que é per-

cebjda pelo olho humano e dizemos que tanto me-

:hor ~ a sensibilidade cromatica do ·material n<>ga-

tivo, quanto mai.s a reprodução se aproxima da per-

cepção do olho.

Entretanto, isto não acontece, pois a emulsão é

mais sensível a umas cores do que a outras. Assim,

p. ex., a azul e a violeta são reproduzidas em tona -

lid,ad,e,s bem mais claras do qu~ as percebe o olho,

enquanto a amarela e a laranja são reproduzidas em

totalidade mais escura, de modo a não haver entre

as var ias cores. ao. ~erem traduzidas para o branco

e preto, uma -exat-a correspondencia.

Procuraram os técnloos corrigir esta diferencia-

ção de sensibilldade, introâ.uzlndo - na emu'são mate-

r~as corantes capazes de 1noderar a ação do az-ul e,

consequentem~nte, da~· rr:..ãior ação ao amarelo. Sur-

giu assim a chapa ortocromatica que, entretanto,

ainda s.e mantinha insensível ao vermelllo, cor que

éra traduzida em tona idade multo escura, quasi

preta. Outras mat~rlas corante.~ foram d-escobertas

posteriormente, tornando a emulsão sensiv-el tambem

ao vermelho e tivemos então o filme pancromatico,

formando as 2 class<is de material negativo hoje

em uso:

O ortocro matico, com sensibl11dade bastar.te acen-

tuada ao Rzul, que é traduzido em tom mais claro

do que seria de desejar, e com mnito pequena sen-

sibilidad-e ao vermelho e verde, que sã.o reproduzidos

em tona!idad~s muito carregadas;

e o pancromatico, · com ligei ra hipersensibilidade

ao vermelho e -ao verde, atenuando a ação do azul,

danào tambem melhor ,gradação as d-emais -cores, &en-

do por isso, o mais aconse hado tanto para a luz

solar. como, principalmente, para a luz artificial que

con.wm grande preponderancia de ralos avermelhados.

Apesar desses aperfeiçoamentos, a tradução das

col"es deixa ainda a desejar e, aliás, na pratica ·ve-

rificamos que certas cores não devem, mesmo, ser re-

produzida-s exrj sua Justa tonalldad~, poi.s há cores

diferentes que são reproduzidas em tona 11dade-s iguais,

ou quando se quer obter efeitos determinados.

Dai ,o emprego dos filtros, vidros de cor qu-e, como

o nome indlca, atuam filtrando, Isto é, subtraindo

determinados raios. Quando, pois, no material sensl-

vel uma cor qualquer é ·traduzida em tonalidade multo

clara (na copia positiva) reduz-~e -a sua ação pela

filtragem d<i parte ou de todos os seus raios, o que

se faz, empregando um fi tro da cor "compl ,emen-

tar" à que deve ser retida, isto é, da. cor oposta. A

cor a.zul é retid-a pelo filtro amarelo, a v·ermelha pelo

verde, <1tc. O fftro absbrve uma porção dos ,,aios de

sua cor complementar e no negativo assim obtido, a

to;nalidade predominante será, portaltno, . a ,:ia. sua

prop·fa cor, cujos raios passaram Jivromente.

Com o emprego dos fHtro-s, podemos dest·nte,

corrSgir, voluntaria.mente, uma corJ que a fotografia

reproduziria muito escura ou mu~to -clara, em uma

tonalidad-e mais clara ou mats e~cura; podemos ativar

ou diminuir, segundo nos çonvem, o r endimento das

varias tonalidades do motivo focalizado.

Do exposto, surgem ·ogo, alg-umas conclusõei;:

l. o - a c_olocaç_ão da luz .e a sensib!lida.de cromat!ca

do materli,L,n~ativo,

influem na reprodução das co -

rc;s na tonalidade correspondente da escala do branco ao p~eto, d·a imagem fotografica. 2.0 - com um fl!tro se pode corrigir e influ~ncia ra sensibtlida .de cromatice. d,o materia l negativo usado. 3.0 - o filtro clareia, na imagem, ri propria eor e SCtuece a cor oposta. 4.o - quanto melhor for o ortocromatico da emulsão senslvel, tanto mais claro poderá ser o fi'tro. 5,o - a emulsão pancrOmatica, com frequencla dispensa o uso de filtros, ou quando não, pernute
usar um filtro mais claro, ond'9 seria necessario um
mais escuro. COMO USAR OS FILTROS: - Desde logo cumpre
observar que o filtro, subtraindo, sempre, alguns de/terminados ralos, ttm'tla ,üeo:issario c!j>mi:pnsar eissa <ilminuição mediante o corr-~spondente pro'ongamento d·o tempo d<i pôse. o coeficiente desse prolongamento
de põse, tambem cham ·ado "fator", va.ria conforme a cor e a ln~·nsidade do filtro: no amarelo é de 2
vezes o tempo normal, no vermelho 4 vezes, etc. Em geral, Junto a cada fi'tro encontramos o respecti70
fator. Qua1 o filtro a ser usado e sua intensidade ou
d·msidade, depende do mate1ial negativo <>mpregado, si ortocromat~co ou pandromatico, das cores predo-
ininantes no assunto ·a ser fotografado, do efeito final de&ejado e da natuveza da luz, si , so·ar ou ,artificial.
O uso dos mtros, entretanto, requer s<impre muita atsnção e ponderaçã,o e empregados com inteligencia,
permit..e crear erfeitos espee!ais, dando maior picto-
riali~:mo .ao quadro resu 1tante . Uma ra.pida analise dos filt r os mais comuns e de
suas propriedades, indicará qual · o respectlvo uso. Filtro amai-el o : absorve os raios azues, dando ,1i-
vre pa~.sagem aos demais. _.E- , ,empregado com 1nate-
rial ortoeromat!co, que reproduzem o azul em to11alidad-e muito clara, afim de torna-lo mais escuro, usado nas paisagens, para fazer ressaltar do céu, de-
:icadamente, as nuv-ens brancas. Fut ro verde -amarelo: te,. as mesmas proprieda-
des que o primeiro, um pouco mais ae,entuadas, ,e_ ao
mesmo tempo, absorve t-am~m uma po :·çã.o de raios vermelhos. E' por isso o fP.tro iUniversal, para as peliculas orto ou pancromatlcas, sendo de uso generalizado para to-dos os assuntos, afim de se obter uma
me ho t" reprodução d~ tons. FHtro verde : absorve os ralos vermelhos, além
dos azues. em virtud:" da presença do amarelo em :ma composição. E' empregado com mat-<!rial pancromatico, nas paisagens, folhagens e ,cm todos oo motivcos onde p: ·edominam as tonalidades ver-des. Dá tamb<>m bons resultados , no~ retratos ao ar livre, tendo por fundo o céu.
Filtros alaranja dos ou verme lh os: at.ienuam notav,e'mente a ação dos raios azues, fazendo prevale-cer os de cor ·a vermelha da, s.1;ndo, por isso, chamados filtros de contrastes. S1to ~m,pregados d~ . preferencia nas fotografias arquitet11rnis ou urbnnas, ou quando se quer obt,er efeitos especiais, como <l de luar. O fi tro vermelho t-em ainda a pwp~led&de de reduzir ,a nebliná, ,t1nd,o 1r,1ispensa.veis 1'1as fótografias partoramicas para fazer desapar-eeer a tenue névoa. que em g-éral s>ncobre o horlzonto.
Filtro azul: ab-s,orve o~ ra1o-, verm-e:ihos e a}aranJados, deixando passar livremente os azu-~s. E' por isso empregado, unicamente com m-aterlal .pancromatlco e à 1"1Z artificial que. como sabemos, con tem elevado teor d~ ralos vermelhos, c11Ja ação deve s,9r a tenuad·a, para me'hor reprodução <l)ls cores. Serri o seu -emprego, o vermelho dos la\)los, p. ex., seria reproduzi-do multo p alido.

-5-
FLAGRANTES DO IV SALÃO

o Dr. Francisco Pati, Diretor do Departamel'lto Municipal
de Cultura, em visita ao Salão
O "Bande.1rante" no exten.or

Como no ano anterior, o Serv~o de Divulgação matográfica do D. E. I. filmou " inauguração
guns as~ctoa · do S;<Iáo

Cine e ai

*

Continuam merecendo as mais lisongeiras referências, as representações que o Clube tem enviado nos Salões de fotográfias no extrangeiro, no afã de clirnlgar e tornar conh~ida a arte fotográfica brasileira.
Ainda recentemente, o abalizado mestre Alejandro U. Del Conte, ao comentar no n. º 529 da prestigiosa revista "CORREO FOTOGRAFICO SUDAJ[ERI0ANO" o SALÃO INTER-AMERICANO promovido pelo novel FOTO-CLUB BUENOS AIRE'S, depois de salientar o êxito daquele certame e a alta qualidade artística dos 'trabafüos nele expostos, dedicou ao conjunto brasileiro as seguintes palavras, que temos a satisfação de transcrever:
"La irnpresion que hernos recogido al ocuparnos nurneros atrás dcl Salon Uruguayo sobre el aporte brasileiro, podemos repet-irla en esta oca-
Hión.
Cada vez se superan em sus conjuntos y se ve ·un prc,gresso muy halagador en autores que, por su continna.da presentacion; .iá son · bien conoci lios. ·
Farkas oon "Futurismo" y "Detalles" aborda la compos_ición com características propias valiendose del juego de li1J,ea.sque busca en los ternas, y aunque 1io logra pc,r completo traducir una idea definida, ela notas visualmente muy agradables. Mnniz tiene en · "Ilermida" un cuadro donde el mi;,tiúismo e,,tético introducido valoriza el motivo básico. Yalenti, Sa(vat.orc, L_aurent, Gaudio !J Mendes, son autores qne se destacan por sus intenüio.ncs,' algunas de ella,,, come, "Fragilidade" de gran delicadeza de éoncepcion". Longe õe constituírem motivo de desvanecimen-
to e orgulho, as palavras do êrudito crítico, são um
incentivo a mais para · o Clube e seus ass-ociadof, prnseguirem ' na obra d·e aper'feiçoamento e difusão da arte fotográfica.

o Salão Paulista, alé.m de constituir um" elevad
mostra. de arte, vem marcando um ponto de reuniã social, segundo se verifica põr êstes flagrantes
*
"Quem inventou o poste telegráfico era um vaidoso. Quiz que a lembrança de su.. criação estivesse sempre presente, pa.ra desespero dos paisagistas".
ALEJANDRO C. DEL CONTE

PR0Pon . .NOVAS SóCIOS É DEVEU, DE TüiD0 BOM SóCl10



'Croféu "Prestes 7"\aia"
O Foto-Cine Clube Bandeirante instituiu. o ano passado, o TROFÉU "PRESTES MAIA" ::orno homenagem, justa e merecida, a quem, durante a sua gestão como Prefeito Municipal de São Paulo, foi o maior in~mtiva dor da arte fotográfica em nossa Capital, quer ampa~ando o Salão Paulista de Arte Fotográfica, quer instituindo, para ser dis putado anexo a êsse certame, o PRÊMIO ANCHIETA, destinado aos melhores conjuntos de fotografias da cidade.
Êsse valioso prêmio - uma Estatueta em bronze e alabastro -, destina-se á disputa entre os sócios que concorrem aos salões, na::ionais e estrangeiros, nas !'epresentações oficiais do Clube, e será conferido, definitivamente, ao concorrente que obtiver o melhor resultado nêsses certames, durante 2 anos consecutivos ou 3 alternados. -
Dos 12 salões realizados em 1945, Em ,qu e

o Clube se fez representar - Fluminense, Fittsburgh, Tres A.'Toyos, Salta, Concordia, Uruguáio, Brasileiro, Landres, Argentino, P. S. A., em Rochester, N. Y., PaulÍ$ta e InterAmericano (Buenos Aires), - participaram ao todo, 50 sócios, com um total de 718 trabalhos inscritos, dos quais foram admitidos, 366, conforme quadro demonst!'ativo que se acha afixado na séde.
Nos termos do capitulo II do Regulamento dos Concursos Internos, feita a classificação geral, verificou-se ter alcançado o 1.0 lugar o sr. José V. E. Yalenti, com o tota.l de 1.200 pontos e que, com 56 fotografias inscritas, teve 37 admitidas. A êsse r om;ócio, pois, caberá a posse transitória do rico troféu. Em 2.0 luga!', classificou -se o sr. E:Iuardo Salvatore, com 1.160 pontos;
em 3.0 , o sr. Thomas J. Farkas, com 1.140
pontos; em 4.0 o sr. Angelo F. Nuti, com
1.100 pontos e em 5.° o sr Gaspar Gasparian ,
cem 1.020 pontos.

Eabor:atório

Continua sendo exibidos com sucesso na Argentina, o conjunto de trabalhos de nossos associados que o Foto Clube de Rosário teve a iniciativa de fazer circula::.- entre as associações do pais amigo. Atualmente, segundo noticias recebidas, o referido conjunto se encontra exposto em Tns Arroyos , onde tem merecido elogiosas refenências.
- -::--
A Sociedade Fluminense de Fotog::.-afia lavrou um tEnto, expondo o 2.0 Salão Fluminense no Distrito Federal, depois de tê-lo exibido na Quitandinha, em Petrópolis.
--::--
Em Vitória, Espírito Santo, os amadores k-::ais estão cogitando de fundar o seu FotoClube. Fazemos votos para que isso se t orne, em breve, realidade.
--::--
O uouco caso pelas cousas artísticas e culturais, em nossa ter--a, vem do alto. Os fluminenses quasi não conseguem expor o reu 8alão no Rio de Janeiro, porque - veji!m só - o salão do Ministério de Educação ia ser coupado por uma exposição d e .. . vinhos!!!
-- ..--
Pela primeira vez, foto-amadores sul-americanos participaram do Salão d e Portugal, o 9.0 da sé::.-ie,promovido em Lisboa e Porto , pelo Grêmio Português de Fotografia. E essa primazia C'oube aos sócios do Bandeirantes, cujos trabalhos causaram impressões das mais lisongeiras .

Não é acomelhavel r eforçar um banho de hiposulfito já cansado, adicio";;ando-s e uma solução nova. A acumulação de residuos no banho velho, compromete a du::.-ablidade das copias.
-- ..--
O tempo normal para fixação dos papeis fotográficos Em banho fixador novo, é de doi s a três minutos, si o banho for acido. Em fixador neutro, de hiposulfito, a fixagem pode fazer-se em menor tempo. De qualquer forma, as copias não devem nunca permanecer no banho, mais de 5 minutos.
Ao p ~eparar-s e um revelador é preferível fazer as soluções de cada produto químico em separado, agregando-as depois, umas ás outras, segundo a ordem indicada, ao envez de dissolve-los, sucessivamente, na mesbia agua. DevE·se entretanto, cuidar que a agua usada no preparo de cada solução, esteja de acôrdo com o total prescrito na formula .
--::-O mentol em contacto com algumas epidérmes, p~oduz uma irritação bastante derngradavel. Varias meios são apontados, para evita-lo. De todos, porém , o mais eficaz, é o uso de luvas de borracha.

í 1
~ ffatõe:ie) eovieu/1ho!J;

·
O Clube ,já Enviou, em 1946, representações de seus associados aos seguintes salões i:1ternacionais:
II SALÃO FLUMINENSE DE FOTOGRAFIA - Petrópolis e Rio de Janeiro.
33.0 SALÃO INTERNACIONAL DE PIT-
TSBURGH - Pittsburgh, Estados Unidos. 9.0 SALÃO INTERNACIONAL DE ARTE
l<'OTOGRAFICA DE PORTUGAL - Lisbôa e Porto.
15.0 ~ALA.O INTERNACIONAL DE BOSTON - Boston, Estados Unidos.
2.0 SALAO INTERNACIONAL DE ADELAIDE ,..,- Adelaide, .Austrália.
Estão em preparo as represl:ntações para o 37.0 Salão de Lond::es e 22.0 Salão de Zanrrza (E,panha), a,sim como para o concurno int ernacional de fotografias esportivas. promovido pelo Clube Atlético Provincial, de Rosá::io, Argentina.

Êste ano, foram realizados , até o mês Je

abril p. findo. 3 concursos internos, a saber:

FEVEREIRO - Têma livre

MARCO - Têma livre

ABRIL - "Feiras e mercados"

Em Maio corrente, o concurso versará,

igualmente, sobre têma liv!"'e.

Nos meses seguintes, será observado o

sEguinte programa: - JUNHO: - "Cristais

e porcelanas"; JULHO:

Têma livre;

AGOSTO: - "Templos e igrejas"; SETEM-

BRO: - Têma livre; OUTUBRO: - "Flôres"

úu "frutas"; NOVEMBRO (Salão) e DEZEM-

BRO: - Têma livre.

Como sempre, os concursos internos vêm

despe::tando grande interesse, inscrevendo-

ce. mensalmente, grande número de associa-

dos. com dezenas de bons trabalhos, prepa-

rando-se , assim para · o certame · máximo

rln ilno: o SALAÔ INTERNACIONAL DE

Al:\TE FOTOGRAFICA DE S. PAULO.

FILYIADOR DE 8 M/ M.
O sr. Acylio AccRcio Pereira Pires, nosso , ócio corre~pondente em GaFpar, Estado de Santa Catarina, deseja adquirir um filma dor de 8 111/111.
As pessôas interessadas poderão se entender con1a Secretaria do Clube ou, ti o desejarem, dirntamente com o referido sr., à rua Coronel Aristiliano Ramos, s/n., naquela cidade.

Nosso cons ,óci~ José Falcone Jr., contribuiu, mais uma vez, para alegrar OI ambiente do Salão, com trans-
missão de bôa música e oportunos comentários
C. F. L. - S. P~ulo: A função do diafragma não é apenas a de diminuir a luminosidade da objetiva mas tambem a de fazer variar a profundidade do campo focal. Ao empregá-lo, devem-se ter em conta exigências do assunto a ser fotog!"'afado. Pa~a melhor compreender-se o uso do diafragma, convem ter á mão . uma tabela de profundidade de fóco.
A. S. V. - S. Paulo: Sim. O banho fixador em temperatura abaixo da normal, atua com menor energia. Nesse caso convem prolongar o tempo de imersão da película sensível no mesmo.
Novos SOClOS
Continua a ser -e:evado o nú1nero de novas inscrições ao quadro social do Foto-Clne Clube Bandeirant ·e, não obstante o aumento da taxa de mensalidade e Jóia, motivado pelas circunstâncias expostas na circular n. 1, de janeiro último, das quais s-e dest acam a s criações do DEPARTAMENTO CINEMATOGRAFICO -~ SEOÇAO FEMININA.
A partir désse mês, ingressaram no Clube as seguintes pessôas: Matriculas n.s. 226, José Magri; 227. Dr. Eduardo Knese de Mello; 228, d.· ZI ia Gasparil'n; 229, Domingos Naz,arian; 230, Monsenhor Candido Bento M. Penso, de Go iás, Estado de Goiás; 231, d .· Nicia Prado Carva'ho Nuti; 232, d.a Ceslra C. Ya1-nt!; 233, d.a Leda Leme Salvatore; 234, d.· Elvira Bresc'.a . Palmerio; 235, Maria Dei Vecchlo; 236, Antonio DaTAqua; 237, Fernando Costa AHemã,o; 238. d.· Maria do Rosário de Almeida Ferreira; 239, Nelson Icibacl.
Na Seeretarla do Clube aguard·am o preenchimento de formalidades. mais P.s propostas de: Elvlo Cont:, Le Roy Fry, Armin Car:os Muller Caravellas e José Leme.

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FOTO--CINCELUBEBANDEIRANT
R. S. BENTO, 357 - 1.0 And. - S. PAULO - BRAS.YL -

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