Boletim Foto Cine Clube

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J1,.,~.(J;ne()1111l,lea111lelra11te
S. PAULO - BRASIL

JUNH0 - 1946
_ - ... ,.."'''"'
O 7.·· ANIVERSÁRIO DO CLU BE

BOLETIM
N." 2

* 1·111 ff[lc.ro

do

1·011.</0111,

, rniuçiio do 1111"-'" Clubr f> " ';

rn<dlfira con1 <Jll''· anualmcn-

(

lr ri mo .-,· <'VHI< 11101'a1ulo a Jut.-.:-

,\(l!Jt III d, ,uai'i um ,uárrrs(Í ..

rio de slla fuMlilli·ii,,.

Lembramo-nos,

perfeitamente,

da

modestta dessas coinemorações, lá pelos

anos de 1941 e 1941 ou, me:hor, a fal-

~r. de qualque1 cotnemoração, por mais

1intima que fosse. A data era lembrada.

quasi com tristeza., na sessão da Dire-

toria mais oróxlma. Tal e qual acontec;!' num iar pobre ou recentemente atingido pelo luto. Terminada a

IMPONENTE ASPECTO DO QUl': FOI A MEMORAYEL EXCURSAO A ATIBAI~

reunião, cada ditetor ia para casa,

apressadamente. Nem ao n1enos a alegre '·chopada"

com que hoje em dia se comemora, quasi semanal-

1 mente, o Cxito

de

um

companheiro

seja
1

num

concur-

rn interno, seja num Salão Internacional. Isto, na-

! turalmente, à custa do ··ho1nenagea-do" .

Já de 1942 para cá. o amb:ente mudou completa-

m::'nte. A inaugu1ação da nova séde 1que já se tor-

nou "ve hn", pela falta d~ espaço vital para as nos-

sas ativ .:dadesJ. foi pretexto para a primeira reunião

social de caráter interno. Na tarde de 16 de agosto

dêsse ano. pela primeira vez. cremos, tlvémos e1n

' nossas salas as familias dcs sócios, a emprestarem-

lhes o encanto que só a mu~her sabe emprestar a qual-

quer festa. Dai em àiant~ sucederam-se essas reuniões,

A decisão f.:rme de Francisco Ma1 tins Ferreira, apoia-

do por todos nós dessp, época, d? reagir contra o

mara~mc em! que -encontraramos o Clube, d-e-spertou

os que não mais acreditavam numa 1eação e atraiu

novos "bandeirantes". Estes representavam o "san-

Este ano, porém, a coi.sa atingiu ao auge, Pro-
curando repetir o que com taato sucesso fizéra tm 1945, a Diretoria preparou um programa d:" comemo1 nçõcs que la desde o Já tradicional ccquitél na séde - desta vez ofürec:cto pelos sócios à. Diretoria, pro-
va evidê11te do reconhecimento aos companheiros em quem confiaram os destino~ do Clube, - ao a ·egre almoço_ excursão e, por tim, umn sessão solene no
auditório elegante e confortavel da Biblioteca Municipal. Todas essas solenidades vão descrHas, por-
1nenorizadamente. mais adiante. O que desejamos assinalar aqui é que o 7.0 aniv-e1sário do Clube foi o mais a·egre e entusiastico de todos. o qu-e m'lior
número de sócios reuniu, atingindo. como se vê dos
"clichés" a cerca de uma centena d"' pessêas que se reuniram' na encantadora Estância Lynce, de At1baia.
Tambêu pudéra! Si a "criança" está go_r'ducha
e rosada, como uma figura de rec'.aine d:, farinha láctea ..

gue novo", eomo b~m o qualificou o próprio Ferreira. E que sangue! Dotado de todos os globulos vermelhos

l'.S.U..

de bõa qual!dade qu~ vinham faltando à sociedade,

Da anemia, quasi profunda, passou-se a uma vita-

lidaóe estuante. O dinamismo de Eduardo Salvatore

cr.mplrtou a obra d~ s-eu antecessor. um negociante

que se improvisáre. em médico, para fazer a n1ais

arrojada transfusão sangu1nra de que temos memória

rm organismos congêneres.

Os 4.0 , 5.() e 6. 0 aniversários foran1 festas em

que imperou a alegria. decorrente da certeza de que

o Clube esüwa próspero e sadio. Nada.. n1ais daquelas ar-

recadações men.sa.i:::extras, eut1 e diretores, conselheiros e

!-óc'.o~ mai!-. abnegados. para cobrir os inevíta v-eis

'·deficits'' de caixa. O modesto e quasi desconhecido

Foto Clube Bandeirante de anos atrás, passou a ser

tomado a ~ério. não só pelos que apreciam a fotogra-

fia como por todos com quem somos forçados a te1

conlato: autoridades, entidades culturais, agremia-

ções estrangeiras. AleJandro C. Del Conte, um no-

me que dispensa referência, classificava o Salão Pau-

lista de Art~ Fctogrãflca um dos mais importantes

certames latino-americanos.

Trabalhos de nossos

companheiros eram ad1nitidos em sa~ões famosos, como

o de Londres ~ o de Plttsburgh_ Enfim, uma nova

rida, uma v:t61 in completa. Como não ficar contente.

pois. na data máxima dri, história do C!ube?

t,, EXCURSAO DO CLUBE (GUARAREJUA) reahzacla em j u lho de ·rn:-w

-2

·Foto- Cine Clube

A NOTA DO

Bandeirante

·

O ponto alio das festa .s de comEmorac;;ão do 7.0 aniver -

·

sário do FOTO ·CINE CLUBE BANDEIRANTE foi . sem du · vida, a. sessão solene realiza.da , na noite de 30 de abril, no a.uditório da Bibliotéca Municipal.

Dessa sessão constou , como já se tornou praxe , uma pa -

Lahoratório e râmar:i e"clll':i pa ·1·3 aprcndi1,age111 e apnl'e ir:n:i-

lesfra sobre a.ssunto relacionado com o Clube ou , com a arte foiogr t fica. Coubr , êst~ ano . a.o ilus±re intelectual dr, Pedro de Alca .ntara, um apaixonado da arte em geral, ocupar a

1T1Pntn.

tribuna que nos anos : anteriores . a.colheu a.s figuras sim-

páticas e amigas de Sergio Milliet e Francisco Paii . Não se

·

filiando a. corrente alguma , antes pelo contrário quasi um revolucionário Em sua .s' idéias sobre arte , a palavra do con-

ce ;t uado médico eré'. a.guardada com interesse . sinão mesmo

:":ala de lciturn e Bibliolrea "~- justifica .vel curiosidade .

pcci:ilirnda.

Poder-se-á discordar do conceito aue o orador faz da

Exeursõrs

·
e C'.oneu1·~os 111.·.1.1s·1i<.:

a.rte fotográfica e de um Salão de fotÕgrafia. Não se póde n egar, contudo , que êle possui um método todo próprio d e fazer conferência, como muito bem o acentuou , Pelas co· lunP .s do "CORREIO PAULISTANO" o dr. Francfsco Pati.

r·nt re os ~ótios .

Êsse geito, todo seu, de dizer , em tom de pilheria, o que

·

pensa sobre o assunto é que fez com que a assistênc ia ouvisse a sua palestra com geral agrado e até intimamente

í<'.lvez tenha ficado triste quando ela acabou.

P:Htieipa~ão nos s,1 Iões e ,-011 -

Para nós , do FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE, a

t·urno· 11al'ionais e extl':m~ciros . palestra do dr. Pedro de Alcantara teve , ainda mais, um significado todo Es:'.)ecial: revelou o conferencisté' . e

e

público, que É: o "fan" n.O l do nosso Sa.lâo a.nua .1. Aquilo

dele dizer que , quando ainda estamos colocando os tra -

1ntneaml,io con, t:rnk eo111 as srwicdadcs c-ongcnrrcs rlo país e do ('XÜ'l'ÍUI".

balhos na parede , já a.nda rondando as porta .s da Galeri a Prestes Maia , á espera de que o deixemos vê-los , antes de qualquer outro visitante, não é uma força de expres são sua , não. Ê a pura verdade e, porisso , desde o I.0 Salão contamcs

·
l >EPAHT.\llIE:\'TOS : Fotográfico

na sua 9essôa a.mavel e inteligente . com um dos melhore s

amigos do Clube e dos maiores entusiastas de nossa rEa·

lização máxima.

1.

Aos agradecimentos que Já lhe tributámos , acrescen .

ia.mos, Pois , mais esta nrova de quanto nos é grato contar

( 'incmatog r :ífic:tl

com tãÕ ilustre "fan". ·

~C'(<;ilo Pcmi 11ina

São Paulo, junho de 1946

A Diretoria

,f oia de admi,são
:\fcnsalichde
;\ nuid~clP
·

Cr~
.,o,oo
20,00
~00,00

Os ,ócio :. elo interior e outros E,:taclos e da secção fcn1in iu,1 goznm do <lesconto de :30% .
·

1~. S . 13.ESTO, 357 - 1." AXD. k . P AU L O - BR ASIL

A MESA QUE PRESIDIU

,,...
A SESSÃ O SOLENE DE :l0-4- !6

SalõesInternac ionais
Francisco Pai i
Estive p1esente à reunião do Foto Clube Bandeirante, para entrega dos premias aos expositores do Salão de Arte Fotografica de 1945. ouvi, por isso , a palestra do sr: Pedro de Alcantara, sob o titulo de "Impressões de um visitante".
Devo confessar que desde !ogo me senti em desacõrdo com o conferencista em varies pontos. Primeiro, na qu:stao dos temas escolhidos pe~o amador da arte fotografica; segundo, na qu~stão da preferencia pelos temas rurais; terceiro, na questão da critica aos salõ~s "mtf1nac .ona~s". Pensando bem verifico ter estado em desacórào com todos os pontos da conferencia, o que
atribuo, aliás, às minhas deficiencias pessoais. o sr.
Pedro de Alcantara sab ia, naturalmente , o que estava dizendo,
Di:-se-á: - Por qu:- vocé não disse essas coi.::as na hora, em aparte ou mesmo em réplica ao distinto m?dico e professor?
Não respondi à queima-roupa , entabolando, à mane'.ra norte-americana, um d.ebate publico sobre o assunto da palestra, por varias razões , a mais importante das quais era a de estar representando, na simpatica solenidade, o s1·. prefeito Abraão Ribeiro. O sr. Pedro de Alcantara pedira, alén1 do n1ais, no decu! 30 àa sua exposição, que o ouvissemos, se não com adnliração e entusiasmo, ao m~nos com benevolencia. Pedira. principa:mente 1 que o não int-errompessemos, visto que um aparte seria capaz de con1prometer-lhe ímodestia e graç.1 do orador) o fio da narrativa.
A verdade, no entanto, é que- não se pode censurar ,1 Foto Cube Bandeirante por ter franqueado o "S~l!ão de Arte Fotografica" a amadores estrangeiros. Afigura-

se-me, ao contrario, merecidainente feito o convite. A
presença <le amadores uruguaios, argentinos, chUenos, amei icanos do nort:-, europeus, além de ~oncor1e::- rara ma:or prestigio da iniciativa pau 1ist'l, serv~ ele esti mulo aos nacionais. Sabendo que hav~~·:'t expositores estrangeiros os nossos patric10s esmerar -se - áu , cnàa vez mais, em produzi1 trabalhos dignos cil confrontv com
os melhores do mundo. Um dos argum ·entos de que se valeu o conferen-
cista para discordar do convite aos artistas estrangei ros é que um tema estrangeiro não fala à nossa inte-
ligencia nem à nossa sensibilidade. ".Se eu vejo 1d-ecla rou I uma fotografia r::presentando um motnr10 h<:laudés, não lhe atribuo nenhum .1nerito, nenhum valor artistico, porque o moinho só fa·a à alma de um holandés".
Não foi esse o exemplo dado pelo 01 ador nem fo.ram essas, precisamente, as _suas palavras. Tenho, não
obstante, a impressão de que o ouvi com muita atenção e sobretudo com muito cuidado . O sr. Pedro de Alcan tara, se me permitem a gir'ia infantil, tem um jeiio gozado de fazer conferencia. Ele vai dizendo em voz
alta o que lhe passa pela cabeça. Gosta muito, além do mais, de fazer espirita. E como possui graça natu 1·al. tira da sua inclinação o maior proveito. Su'.1 p~.lestra agr ·ada pela naturalidade tia expo1iç:io e peb or'.gtnalidade do metodo. Bas ~a tli:t;er q11..·. falando a r,ro pos~to de arte fotograftca encontrou o '>rado!: ocasião de falar em filas de pão, racion'l 1ncn :.,) e outra.s cala-
midades da hora QUP \T1T:UO -" O unico defeito, a meu ver, dos oradores que con-
tam piadas é que ao fim do trabalho a gente fica na duvida sobre o valor de certas afirmações . Eu, por exemplo, não sou capaz de dizer. hoje, se r·ão foi, me<tmo, pelo prazer de fazer esplrito que o Ilustre medico pauiista condenou os temas urbanos, os salões interna cionais e os temas estrangeiros.
(" D o Cor r eio P a ulis t a no " de 3-5--16)

J)a_qnbrT/c, J!a111ns rir .A/111rida
(/;ia11rlo 11aqut·la tnrdc hrnlllOS:t o 81·. Pr ('s id,·11tcd·o 1-'oto- Cinr Clul <' Bnndeirantc me pediu , 11,·tolahorass(· no Doldim que o Clube in pu1,J.i.ar, logo, o<·or1·eu-111cn idéin cll" cse1·eyer a lgum:i
,oi,a sohr<' s0r - sc médico e fnzer fotografia. L,·111lm·i-11d1er nomes ele colegas do <·xtc1·io,· e rlo
J.os,o país que :io pn 1· ele ginncles médicos siio !a111lie1g11·:mde, fotogr:lfos, nenhu111 111:1fInzendo i· meditin:i a fotografia. Ocon·eu-mc o nome do .~l':l11det·irnrgiiío ame1·icano Torek e, entre HÓH, 1·:dgarrlFalt-iio, Hnfarl de Lim:i J<'. 0 · Otacilio i.!lpes, Cintrn Gordinho, e muitos outl'Os, 11ue con:1gra111a, horn, , ele fnzcr à fotografi:1, or:i como i, 1ira tiro. 0l':1 1·omo fug:1 as n'n lidndc ·s t·ho('nntl's tl,1profissão . ..
}las nem todos <:omprcenckrn desta form,1. 1·us ;l(·ham ~ue o m/\clico de\'e co11s,1gr:n-se in1<·ir:nnenl(oà ]Jl'Ofi,siio, não nos pel'lnitiudo nem " 1,·,t!izn~ãode uma fotografin ... j:í tendo o rnhisr·:Hlor dPst,is Jinh:1s recebido quando rnostr,wa :dgnnrns paizngens, a alnmlw 1ron1c-a ele foto~rafo ,,. rné1lil"o ll:1S horns \'agn~. Lembro-me
1.111~"·11111,111~1a'._bado, l"Om um céu. <:lu:io ck h·l,1s 11111·,·1a1o,, clll'lgll'-rne ao consultono, a porta do 1,ri·dio, t·nl'ontra11do - me l"Orn um:i <:lientc, rlisse111,p, sta: "ó Doutor, em vpz de chegar com um ::p:m·lho tle pressão nrteri:il o Rr. ehegn ,om uma 111:'upii11faotogr:'tfic-a ?"
t desde rst:i época aprendi a lcrnr em horas

de trnb:ilho " Lei ca dentro d:i -holsa do. ap:irl'Jho ele press~o !
-:\l(\f mo r·om estc8 inc::idcntcs, o hcni quC' nos faz
" l"Ontcmpla~iio rll" uma paiznge111, de um lwlr, contra sól, i[p unia ma rinh:i, de u1n pnsseio e111 , ornpanhia dP amigos, e o prnzer dl' ter feito rnua h,i:t fotogrnfia <·ornpe11s:im o ilPsprnzer de Ou\'i r um dito i1·6nil"o C' contunclentC', tah·ez nascido d(' 11111:p1ontinha de rlespdto. dl' nos \'CJ'C'ln sp111pre 1«·1t:i t<a,ictoria: eh nobre :trt<· rk t·nr:11· pa1·,1 " 1 rl:t artr d:1 fotogrnfia.

INSTANTANEOS

Humberto Zappa, com "Natureza muerta" , Felipe Maiarú. com '·Tape", ambos da Argentina", e o nosso Eduardo Salvato1 e, com "Divertimento de Cozinh eira", foram os unicos sul-americanos que figuraram no VI Sa 1ão Intevnacional d~ St. Louis, America do Norte, realizado em março p. p.

- o-

Restabelecido de peitinaz molestia , deverá, por ê~tcs dias, reassumir seu posto à fnnte da K odak
de S. Paulo, nosso estimado consócio e amigo, sr. Fernando Mã.ximo Coelho.
A noticia do restabelecimento dêsse grande amigo da fotografia provocou intensa satisfação nos circulas amadoristas ~ pi ofissionais desta Capital.

-o-

0 sr. J. J. Roos, Dirtor Cinematográfico

do

Clube, s~gu1u, em dias do mês passado, viagm aos

Estadcs Umdos. Canadá, Ing·aterr>1 e Holanda, de-

vendo. no pl'imeiro daquêles paises, repres,entar o

Brasil em um Congresso de Seguros.

Para. substitui-lo, no cargo que exerce no nosso

Clube, foi d~signado, pela Direto1ia , o consõcio sr.

Ce.s.ar Yasbek.

PROPO R XOYOS 8ó CIOS É JlE \ 'E H D:E 'J'ODO BO ::\l ~:'>CIO

-+-

Os cons'.lcios Gi!,::'.'..io, Lombardi e Anderáos conta do b::\.rr.11.

tomaran1

·A diretora da secção feminina, d. EI::·a. Benrdict, em anima<la palestra r.om o.s colegas Roso, Salvatore,
Jo~ué. Gomes ele Oliveira e Nuti.

Um 1rrupo de excursionistas

cl-efr1Jnt~ à Estfincia

Lynce, em Atibaia.

f\1O o AI

S:m1 dúvida. jama:s teve o Clube uma comemoração â,e seu aniversário d-:: fundação. tão condigna como a deste ano. Difici:mente poder -emos, nesta ·reportagem, dar uma pal1da idéia do entusiasmo, ·alegria e camaradag<:m que imperaram rm todas as solenidact.es, e que são, aliás, mna das notaveis car:acteristicas de no.sso r0:ube. Os que delas não participarem. por certo hão de lamentá-lo.

-0--

BE ,BERETE NA S:ÉDE: ~ Iniciara-mMse os festeje..:,

na tarde de 27 de abril, - por sinal uma . tarde ia-

ct:osa, estuante d~ luz - com um beberete na séde

social, ofer=cido por um grupo de socios à Diretoria.

A séde, Já pequena para as ,itividades sociais, ,tor -

nou-se 111enor ainda com o elevado numero de sócios

e amigos que a ela compareceram. No corredor, na

sal9.. de secretaria, no laboratõ1 ·io, onde quer qu~

entrassem-os, mal se podia locomover.

Palmério. Yalenti, Ohiquito ,e demais diretores não

tinham mãos a medir para atender a todos.

Logo o "chopp", sob a cuidadosa vlgllancia do con-

s.elheir ·o Giuzio e do Lombardi, corria de mão em mão.

ii:;to é. de boca em boca.

Acompanhados de suas fami'ins, eis que chegam

os "pais" do clube - Gomes de Oliveira e Bastos

Corcie~ro, - dois dos mais entusiastas foto-an1adores

' aos -qua:s ô.eve,mos a fundação do Bandeirant e, - 1 e-

( cebidos entre palmas dos presentes. E outros, ouuos

rr mais, cons-el.heiros, ve hos amigos, sacies fundadm es e

l :.centes.

todos irmanados num mesmo ideal.

~ 1 Naqnele .canto, D.a Elza, a diretor.a àa Secção Fe. · minina. seu esposo Tibor, Nuti. Yoshida, Laurent e

[ Liger ccnversam animadament':', fazendo p:anos para

~Jr, o:cursào do dia seguinte.

,1' Aqui, Salvato 1e, Josué t> Mslfati, d:scutem a ias problemas cta arte foto~ráfica. . . Acolâ, Falcone ex-

~{ plica ao Vacari, R.oso. Chi atone e Scigliano o aparelho

1~ que confec:cionárn. para. filn1ar letreiros para a s%são

cinematog-:áfica do dia 30.. Pjc-pics! e hurrahs! se

e evam noutro lado, 011àe estão o Morett1, Gaspa11:.u1,

Estanislau, Marcos Corrêa e outrcs.

Farkas, com

seu "flash". anda, de grupo fm grupo, a cumprir a

sua missão de reporter fotográfico do Boletim.

Riso3.. Abraços..

Em todos os rostos via111-se

aleg1ia -e entusiasmo. Até o Plinio deixou de lado a

sua prove1 bial circunsi;>eção ! Tomou por conta o An-

à·erá-os, qu ~ se vingo,u bat:sando. oora "chopp", o terno

novo do Secretário.

Enfim, foi uma tarde inesque-civel.

EXCURSAO A ATIBAIA E ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃ(I

No dia seguinte, domingo, dia. 28, realizou-se a

FXCursão a At1baia, onde na apraz:vel e encantadora

Er.tância L;vnce t,eve lugar o ,a·'lnoço de confr 'aterniza-

çã f ofertado pelo Clnbe aos sócio3 -e suas exmas.

fa.milias.

Bem cedo. por ,entre a e-errada neb·i..na daquela

frig:da manhã dêste fim de outono. um a um vão

chegantje . os excursi-on!stas ao pcnto de concentração, onde Jj' os aguardava um ônibus ~ special.

10, 20. 30. o ónibus já está lotado. Mas air,da

chegam cutros com s-eus automoveis, todos c-0'1.no dis-

tintivo do Clube no pa.rabrizas. Em pouco t,e.mpo, .alêm

do- ónibus. ali estão allnhados 16 carros..

Mais de

100 pes"'oas reunidas. A maior e mais memoravel ex-

cursão jan1ais r~alizada pelo c·ube.

Lógo n. caravana se põe a caminho e, varando a

n2blina, galga o espigão da Cantareira. O s61 em breve

se associa à turma, enchendo de luz e alegrla a

natur;za.

Na pacata vlia de Juquerí, faze1n os excurs:onis-

tas uma pequena parada. De repente um grito: ''Pão

à vista'' - e ·ógo s,e forma a classica "fil,a-''. Mas,

fôra rebate ra·so.

nã.o ha:via pâ -o; em cmnp.ensação

h~via. no bar do ..japonês". um gostoso e aromatico

café que todos sorv-e111 gulosamente.

-#
IV RS AftJ O

Enttetanto, falta alguem. . . Os carros do Salva-

lore, Pa'mêr!o t Chlqulto não chegaram e estão tar-

dando, Os minutos ,escoam-se e. . . nada . Anciosa es-

pectat1ra. Breve, porém, chegam noticias dos retar-

datários. Ums. "panne " no motor de um dos carros dn

!amllla Pa mé, io, parailzára-os na estrada ... Imediata-

mente se movimenta o "Departam~nto mecânico" do

Clube t>- 2ogo depois ei-103 que surgem - o carro cinzh.

do Rosa tr&zido a reboque pelo Dino e Nuti . . .

Tudo em ord~m, prossegu~ a viagen,.

Me~a hora depo:s, ,chega a caravana à Estância

Lynce, às portas de Atibaia. onde já ~r<t aguardada

pelo Sr . Pre!e!to de Atlbaia, p-'!lo ~r. Cezar Memolo.

propr:etário da Estância, nosso companheiro Ya cntl

e numerosas pessoas da sociedade local.

Foguetes espoucam no ar. . . Um enorme distico

..::obr:aa ampla entrada: ''A Estância Lynce saúda o

Foto Cine Clube Bandeirante " .

R:.cepç.G.ocomo jamais tivem?s . Surprésa das mai s

agrada veis.

Novamente o Presldente está desaparecido.

Pro-

tUram-no parr~ as apr.esentações oficiais. Onde aH-

rlatá éle Afinal 18 está com o seu 8 m/ m em punho .

w melhor encostado ao nariz , filmando todos os ila-

grantes e incidentes do passeio 1onde terá ele con-

feguldo os filmes que a Kodak avaramente esconde'? 1.

Após os cumprimentos de estilo , reorganiza-se

a

uHavana, guiada pelo Sr. Cezar Memolo e com a

presença honrosa do Sr. Ptefelto d e Atibala , para uma

rig~ta à cidade . Na praça principal , os carros fazem

illlla vo ta, as businas soam em saudação à sua la-

boriosa popu·ação , enquanto um alto-talante saúda .

mais uma vez, a comitiva do Bandeirante. Terminára

a missn dom ~n:cal e a praça se nche comp ~etamente,

c'estttcando-se bonitas garotas , com a graça própria

da mocidade feminina. Que o diga o Amado, o qual

chegou a paralizar o trânsito , porqu e queria fotografar

todas. de dentro d e s ;:u, auto ..

De novo na encant a dor a Estância, sã o os excu1-

..,cn·stas receb !dos com um gostoso e r-econfortante

ttpo de leit~ gelado. Cezar Memolo e seus auxiliares

desdobram-se em gentilez a s e atenções .

Acomodadas as senh'>ras ~ crianças , esp a lham- s2-

0~ fotografas. Assuntos não f a ltam e que " asfun-

tcs,.! Que falem o Anderâos. o Lombardi. o Victor.

o Lf.torre. enfim , todos , não é verdade?

Ao m<i:o dia em ponto sôa a sineta . Está na me sa

o exeelente a moço que decorr e em me ' o à alegria e

camaradagem ccstumeira s . Palmerio e Nuti, deixam de

fa'ar. comem, comem , comem .

A ~obremesa , os "ca~ou1 os" em excursõe s do club e,

ncebem o classico "banho' ': cassio Mac lel , BonaJum e-.

Amado e Xitose . Marito. são obrigado s a ';deitar fa-

lação'' e f Rem-se bem dn. prova . Que cal ouros s a-

bidos!. .

Para o Yalenti e o no ss o pres '.d.,.nte es tavam re-

len-adas outras surpr.e sa s. Não esqueceram os compa-

nh?:.ros que seul> nataltc10s haviam <lecorndo na ve s-

pera e entre a h1Iariedade geral , homenageam-nos com

umt.. lEmbranç a especial · Ao Ya·enti ofertam "linhas

e agulhas) ínoutro dia , -estando 1eunida na séde a

secção femin ina, -e·e foi surpreendido <nsinando al-

gumas fórmu'as de. tricô J e o SatVatore ganha uma

carrocinha . para poder i.:ari-egar os numero so:; premios

QUf' tem conquistado .

Os d0:.s não ~ ~ de sconc ertam e a grad ecem a

grntiJ" lembrença, o Yalenti um pouco rouco pela co-

moção. lMai s tard e ele perdru a vóz d :· uma vez .. l

Co:,e k tarde , calm a e radio sa . As Leicas . Sup ~r-

1.luntas, Rclleiflex , Superbas . etr . não desc a n ça m . O

8mm. do presidente a tudo e stá present· . - IVocés

nrão brevemente o fi rneJ.

F.nalmente anoitec:- e um a um , põem-s e os car-

.o~ de volta a S . Pa1J.lv, com os farói s traçando um

facho luminoso na estrada empoeirada.

Agó:a. pouco se fa'a. A saudade já tom ou con ta

àe nossos corações.

Outras excun ;ôes. outro s almoços virão .

( C'o11/i11111111118 . " Jllígi1111)

.,
O Dr . Perlr-:.- de A.lcantara quando pronunciava a su21. intereslfi:tnlt- pale!-tra
O vencedor do Troféu " Prestes Maia", José V . E Yalen -:i.. recebe os cumprimentos do clr. Francbco
P:1.ti, Presidente rl;- ~essão solene
l'm <los ··a.ssuntos·· mai s ·.·isados, na Estânci:i Lynce.

-(i-

Uso e abuso do
FOTó METRO
1'Il. FAl!h:AS
@
Ult!mamenLe. os periodiccs ~hegados a nós vi:m r::pleL08 de anuncias e de artigos sobr-e o uso dos fotómetros da ehamada c·asse foto-elétrica. Quem tiver o cuidado de fo lhear alguns numeros dessas revistas concluirá, certamente, qu-e o uso do fotómetro é tndispensavel para a obtenção de uma boa fotografia.

Nos ciemais casos simples, de fotog1 afia, é prefe_

riv-el não usar fotómetro. não só por;que toda com-

plícaçãv rnecanica tende a tirar o prazer da foto-

gra1ia - e quaritu menos complicada, tanto n1-elhor

- como tambem porque o uso, indiscriminado do

fotómetro vicia, de tal forma, que depois, nos sen-

timos incaPazes d~ iazer qualquer fotografia sem

antes, veri1icamcs, minuciosamente, com toda -exa-

1,idão possivel, o tempo de exposição. Ademais, nem

sempre o fotómetro nos darâ o t,?"mpo de ,exposição

adequado - p. ex. - nos cont.ra-luz.es, onde para

que as sombras e meias tintas possam ser repro-

duzidas en1 seus det.alh~s. necessario se torna pro-

longar o tempo de exposição.

Convem, portanto, habituarmo·nos

a tl abalhar

sem o fotómetro, restringindo o seu uso apenas

aos casos em que ês~e acessorio, se tornar absoluta-

mente indispensavel, como os acima enumerados.

Mas, não é tanto assim. E' preciso ver, naturalmente, até que ponto tais afirmações são verdadeiras e con10 ct,stinguir o superfluo do nee-essario. Desde logo deve-se dizer que o superfluo, em fotografia, representa prejuízo, de modo que as coisas devem ~r convenientemente dosadas.
Vejamos, portanto, em linhas gerais, quais os casos em que o uso do fotóm ~tro é realmente necessario ou, pelo 1nenos, de bom senso; e para comprende-los basta enum,erar as s-eguintes regras:
Todas as vezes :m que a pequena 1 at.:.tude do filme :1ão pernllte correções no proce.s~o d.? revelação, de cópia o_u de inversão, ou então nos casos em qu~ a sequencia . dos quadros precisa ser revelada de modo uniforme, como · por tx~mplo, :m máquina, é nconselhnvel usar-se o fotometro.
No primeiro caso estão os fi!m-:-s de pequena latitude e de compensação diiicil, como os iilm.es em cõres <processo KodachromeJ. E' sabido que esse material, tanto de cinema, como o de fotog~ a tia, e revelado nos EE '. UU., em maquina, sendo, portanto, impossível qualquer compensação em erro de exposição. Tambem é do conhecimento geral que o rendim~nto em côres é muito afetado pela expoo1ção e que uma pequena variação no tempo de exposição, pode inutilizar completamcnle a fotografia. Para estes casos o uso do fotóm,tro é aconselhado, principaln1ente para quem se inicia na fotc,grafia em cõres; mais tarde, a prática poderá dispensar, na maioria dos casos, o seu uso; no entanto, 1nesmo ass'qi, é aconse'havel possuir um fotómetro para o-s casos novos que sempre aparecem e justamente quando menos pensamos em encontra-los.
Portanto. ncs casos em que a compensação é dificil a regra é - usar fotómetro.
Vejamos agora o caso em que o film-e deve ter expo.5içâo uniforme: é o caso do cinema: No fi'me cinematogâf:co, há uma !equencia de c~nas diversas. Pa 'ra que na projeção haja unlformidad-e -entre as varias cenas, é preciso que a exposição seja tambem uniforme, pelo menos o mais aproximadamente possiv,el, já que nos processos de inversão, há. automaticamf.!nte. uma pequena compensação !e:ta por celula foto-eletrica e mesmo porque o film e branco e preto tem grande latitude. Mas, para dar-se aos filmes uma aparencia "profissional", deve·-se pl'ocurar eXpô-ios do modo mais uniforme possível. Seguindo-se esta pratica, podemos sempre emendar filmes de rolos diferentes, de eenas !I"madas em condições de luzes diferentes, sem que haja, na projeção, diferença apreciaveL Esta continuidade torna o fi'me i::empre .,mais agradavel ao eSp-ectador.
Há ainda um easo on que o fotómetro é recomendado: na fotografia à luz artificial ou com pouca luz, onde -a \'ísta humana tende a enganar; isto porque o "olhometro'' tc1n a propriedade d~ se adaptar à luz existente, fazendo com que encherguemos tão bem num dia de sol como nun1 esp,táculo t-eatral.
Resumindo: devemos usar o fotóm-etro toda vez que o filme fôr de pequena latitude tP. ex. o Kodachrome), quando a rev~:n.ção do filme não pode ser controlada, ou quando houv..er interesse em manter uniformidade de exposição 1cinema I e fina·mente. quando 1105 encontramos em condição de luz desconhecida ou variando a toda hora.

Lá como

.1
Câ .. ,

Do "Corn.>o ]~otogr,ífiro 811dnlllerie:1 no" d(·

l.í rl,, nHu~o último, h-nduzi111os, rorn a clC'1·i<l:1

,-/\ui:,, êstc oportuno "l"ór:i de· fóto" (jUC' d('-

monstrn rorno :1 :ms/\nr-i:i rlC' tC'rtos "(·onsagr:t-

clos" :ios snlõC's ck fotog,·afia {, um:i histôri:1
'l"'' sf' repdC' pC'lo n11mrlo todo ...
"11:1 muitos auton·s que cl(·s(·j:ni:illl. n·al-

m0ntc>, figurar tOl!I sc·us tr:i h:1lhos nos , :1IÕ('s

e](' :11·t0 fotogrúfiea;

porélll, O('sej:iri:1111, por·

SU:l \º('Z, (]U(' t:il toi s:i Jii\o )h('S i11qJOrt:i8S(' i'lll

11('nh11111t'sfor~o, H<'rn pr('orupa,;iío. 8,10 os iJll('

c·onti11n:1m a snpôr ()li(' o :1c1so c·oopC'l":lr:1 sr111-

pr(' c·om êlC's para olrt rr bons trabalhos e que

o l:1horntório <·omerei:tl se C'rirnn!'gnr:t do rC's-

(:urt(', dC' e11j:1 eon_jlln~iio d(, f:itor{'s disfrnt:1-

rão :t honr·n dr ,·<'r figurar sr11s 110111('~nos (":1-

t:'tlogos. QllC' c'xista q11e111 solueio1w :r,sirn o

c:u<' dC'1·ia sPr o rt'sultndo da drclien~iio e :ti{·

rlc , :ruifício, niío seria 11:Hln si quC'nt entend,·

<k~ í'ulogrnfi:1 artísticn clC>ss:1maneira 11ão 1i-
\ºC'Fsr o m.,íu rostum(' ele eomdc·1· o fór·n ck f,,_

eo d,· c·ulp:1r os ontr-os p<'lO que niío é siniío o

fruto rl:i. polm·sn ou ineap:tc·iclaüe própri:1s.

Qu:mdo c·hegn a hora dos s:rlõrs, 011Yi-lo-('1110~

dizer que niio tOBCOITl' :ro <('rt:1111<'po1·q11p ":tlí

~ó rnt.-:rm os da Dirctori:r"; q11(' niio i (' :ipn·-

~ent:1 :r êsFr outro "porque o ,J11ri niío sign i-

fitn uma g:rr:111tia"; q1w niío tomnr:1 part('

num tC'reciro "porqu<' seus org:1uizndor<'s n:ío

,ai)('111 o que f:1ze111". A rt'nlidnd<' {, muita 011-

tr:1, <·<'rtnn1C'1ItC'. Os qup :1ssi 111 sC' rx,·11s:1111 {·

por<Jtll' niío têm tr:1J,alhos p:11":l apn'sr11t:1r l'

r<'rri:ttll dizC'-lo pnrn niío demomt1·:1r a sn:1

potwa dcdicn~iío, ou <'lltiío ti'mC'111 um fr:1t:1 ·,so

ou JJOSSIIC'lll:111sê11ci:1('Ollljlll't:1 ri,, eoudi~ÕC'S p:1-

r:t tal".

Co11frr<', niío?

<> .-\pe 1·fr i~oc·-se na m·tp J'otognifica, vart ici (Ja ndo dos t'on,cu r·sos inte1·nos do Clube <>

-7
"PILULAS CIANIDRICAS "
Na. última excursão - Na recentissima e-xeursão a Atibaia (ai que saudades!) - logo ao descer na Estância Lync ~. encontrando-se diante daquele "Poema Triunfant ·e" , êle 11ão s::- conteve e, pondo ai objetiva em fóco , txc ·amou: "Mais vale mna ºboa" na fotografia, do que um a boa fotografia " . - Precisamos dizer quem fo i?

Depo:s do almo ço. foram exibid as à sec ção fe1ninina. alguma s "fôrn1u !as" de tricô. .. Devemos assinalar qu "·, por fator-e:; estranhos à "sua'' vontade , al~µmas das ··receitas " constituiram verdadeiros "nós" e "laços" , sómente desfeitos graças à perseverança e "cu' dado especial" que mereceram do seu autor ... rHoje não estou cem a voz muito clara. Estou 1neio rnuco. Teriam os am igos urna pastilha para fornecer'? )

â**

Pensamentos ocultos

"Si eu , tivesse ''aquele

tico-tico" , seria muito feliz" - Victor.

- "Com essa falta de carne, uma fortuna com a "Boiada na
- "Jamai s, em todn a minha que "obras h1.1manas" pudesscin Farka s,

eu poderia ter ' feito vila" -- - Dino. vida. poderia julgar valer tanto"

Adil ;inhação

à**
Porqu~ t ?.ria a maioria dos habi-

tuais part:cipantes dos col).cursos internos , fugido ao

Lêma ''Feiras e Mercados", re ,·ativo a abril? Influen-

cia da cri se de géneros agmenticios?

Ci a 11ii/ 1"1

..................-o-~<>-· ··.............

SALÃO DE PORTUGAL

Com o reeebimento dos b c1n confecionado s ca tá-

Jogos do 9.u Salão de Art :-- Fotográfica de Portugal ,

podemos agora confirmar o quanto adiantámos em

nosso 1.0 Bolet im , sobre a lisongeira impressão cau-

sada, -em Portuga 1, pelos trabalhos bandeirantes.

Das 30 fotografias que compuzeram nossa riepre-

s::n:tação, foram admitidas 21, a saber: "Domingo", de

Francisco B. M. Ferreira; "Contemplação"

e "En-

tardecer no Tieté", de Thomaz J. Farkas; "Onde ter -

mina o cêo" , de Rafael de Lima F. o; "Sulcos" e

'·Tranquilidade". d·~ Gaspar Gasparian; "Cenário da

natureza." e "Homem sorridente", de Pedro , Josué ;

··Pax", de Cai los F. La torre; "A casa de Ro 1,ando ",

de G. Malfatti: "Viandante ", d e Plin io S. Mendes ;

"Roupas ao vento" e "Guia" , de W. Mor-etti; 11Outo-

no" e "Sen1 destino" , de Ange lo F. Nuti; "Boiada na

v:Ia", de Fernando Palmério; "Minha t erra tem pal-

meiras ", de Theodor Preis ing; "Dentro da nêvoa ", de

Eduardo Salvatore; "Êxtase " , de Ismael A . de Souza

e "Mir'agem" e "Ag·uas frisadas" , de Josê V. E.

Yalenti.

Fci um ê xito que. S111 dúvida , honra sobrema-

neira o Club e a arte fotográfica brasreira.

....... .. ............-0~,o ..... .. ........... .. .

BIBLIOTECA
A Biblioteca do clube vem de ser enriquecida com a val:osa doação , p elo Conselho Britânico para o Brasil. em Londres. por intermedio do Instituto Bras1Ie'ro de cu ·tura Inglesa, desta Capital. de dois excelentes volumes: "Photographic optics ", da autoria de Arthur Cox. M. A. B. Se .. e "En'arging" , de c. I. Jacobson. Ph. D _
No prime iro volume , a ciência ótica em geral é t · atada pelo autor com profundeza e ao mesmo t~n1po com clareza que permite até aos leigos cmnpreender seus difíceis e complicados , prob:.emas; e no segundo encontrará:[.! os interessados, .explicadcs d"" n1aneira facll e prática , todos os recursos de que poderão lancar mão para resolv ,er quais ,quer problemas que poderão surgir ao ,exe

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