Boletim Foto Cine Clube

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1 IJa 1,~te.(Jf11e(J1111,e 111lelra11te
S. PAULO - BRASIL

DEZEMBRO - 1946

BOLETIM
N.º 8

· VANIDAD ·

(l)o V Salão Internacional d· Arte Fotográlica de S. Paulo)

Felix de Cossi (Cuba)

A pa relhos fot og ráf icos e cin ematog ráfi cos Acessó ri os - L aborat óri o espec ializado pa r a
mini'atura , am plia ções, et c.
Rua 24 de Maio, 141 · São Paulo
* * RIO* NITEROI B. HORIZONTEP*.ALt<iREPHOTAS· RECIFE
VENDAESM10 PAGAMENT! OS

-1-

Foto- CineClube

Bandeirante

Laboratório

·
e câmara escura

para aprepdizagem e aperfeiçoa-

mento.

·

Sala de leitura e Biblioteca es_ peciaHzada.
·
Excur:,ões e concursos mensais entre _;; sócios.

Participação nos salões e conc;msos nacionais e extrangeiros.
·

Intercâmbio constante com as sociedades c011gêneres do país e do exterior.
·

DEPARTAMENTOS: Fotográfico Cinematográfico Sec~ão Feminina

·

Cr$

Joia de admissão ....... 50,00

:1ensalidade . . . . . . . . . . . 20,00

.Anuidade (recebida so_

mente nos meses de ja_

neiro a março de cada

ano)

200,00

·

Os sócios do interior e outros Estados e da secção feminina gosam do desconto de 50 % .

·

R s·. BENTO, 357 - 1.º AND.
S. PAULO - BRASIL

91 %ta do Cft/ês

Quando êste nlÍJllero estiver sendo distribuido, Ja de1"erá estar aberto ao público o V SAL.iiO INTERNACIONAL DE ARTE FOTOGRÁFICA DE S. PAULO.

A Jlllltioria dos que visitan1 um Salão dêsse gênero, dêle saindo, sem dúvida, satisf<;iitos e emocionados ante a be· leza dos quadros expostos, nem de leve imagina o quanto representa 1lill certam,e dessa ordem, de esfôrçol e dedicação ·

Esfôrço e dedicação dos que nêle figuram e que, durante anos e anos, horas a fio, com amor e perseverança, estudam e pesquizam aquêles elementos que tornam a arte fotográfica uma das mais belas, mas, também, um:a das mais complexas e dificeis e qqe os le 11·a1rão ao êxito e á satisfação de ter criado alguma cousa de _belo e de útil ·

Esfôrço e dedicação daquêles que, silenciosa e desinteressadamente, por vezes sacrificando até interêsses particulares, dedicam o · ano inteiro, diariamente, horas e horas de trabalho à sua organização, procurando fazer com quei o Salão e o C'Iube que o promove se elevem cada vez inais no alto conceito de que já se tornaram merecedores pelo quanto tem contribuido em pról da nossa arte fotográfica.

O V SALÃO INTERNACIONAL D'E ARTE FOTOGRAFICA ilJE ·S. PAULO representa, 'l-1ão há duvida, mais um esplendido laurel conquistado pelo FOTO-CINE CL UBE BAN\D1EIRANTE. E' bem uma vitória - a , ,itória do esfôrço e da dedicitção.

Diante dela, aUillenta de ano para ano a nossa responsabilidade. E' preciso que êsse esfôrÇÕ e essa dedicação n,ão esmoreçam. E' preciso que o ideal que o tem 1 ani· mado continue a iqcentivar aquêles que nos sucederem.

Porque os hom,ens, êsses desaparecem; deve e precisa . ficar.

mas a ob1·a

Jetim.

*~*
Ao nosso V RI\LÃO dedicamos

êste ním1ero do Bo-

Tem êle, o feitio que, desde o inicio, desejávamos im· primir-lhe.

Poderemos mi!Ultê-Io, assim, daq1ú por diante? Não depende de nós. Depende, antes, do apôio e da colaboração que merecer não apenas dos nossos consócios, mas, também', dos / nossos amigos e de quantos se interessam pe· la arte fotográfica.

Não nos faltem êsse apôio e essa colaboração e o

Boletim será sempre um reflexo do engrandecimento

do

FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE ca Brasileira.

e da Arte Fotográfi·
·

O FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE responderá, com pra.zer, peloe seus Depa.rta.mentos, qua,lquer consulta, que lhe fôr dirigida., nii<I só quan-
to a. matéria eonce-m~nte às suas ativida ,des·, como tambem sôbre a. Prá-
tica da fotografia e cinematografia amadorista, recebendo, sem compro-misso, cola.bora.ção pa,ra, o seu BOLETIM.
Correspondênsia. pa.ra, a, séde social, dirigida, a. FOTO~CJNE CLUBE BANDEIRANTE -, Ru;i. S. Bento, 357, 1.o andar, S.' PAULO - BRASU..
A séde social, outrossim, acolher~ sempre, prazeirosamente, a visita de todo e 11ualquer aficionado da. arte de Daguérre.

BROMO

.'
- 2-
' L EO

Valência de Barros.

II

. PREPARO DA A~IPLIAÇj_O
O Bromólco, cotno a própria pa.!ana est:t a indicar, é uma combinação do brometo com o processo a olco; é uma ,·a ri.ante deste último proeesso. }~ uma cópia, diréta ou ampliada, em papel brometo, que se transfonna em cópia a oleo,

·:cr cm muito intensos, ajunte-se mais úgua ao revelador e faça-se no\·a experiência, antes da expo3ição definitirn. 5.0 ) - FIXAGEM : revelada a pro,·a, será la,·acla rapidamente, fixada por dez minutos em fixador simples a 17% (.ágna 1000 (·e·. - hipo 170 gr.) e lavada como de costnme. 6.0 ) DRANQC'EAMENTO: uma \·ez la,·ada, a cópia J

executada com tintas litográficas. cópia é branqueada e em seguida reconstituída com tinta litográfica, piuceis especiais.

Para isso a a imagem é por meio de

póde ser imediatamente branqueada e tintada. É preferh-el, porém, deixá-la secar antes de hran· quea,1:i, para qne a gelatina fic1ue mais resistente ao trnhalho da "entintagcm".

Posto que simples, como gualquer ampliação, a p1;ova para Bromóleo exige algnns cuidados, porque a sua boa ex"ecução rnle 1ior metade do -rxito fiual. l.") - XEGATIVO: dm·_e ser bem modelado e hem rernlado, pressupondo-se naturalmente uma exposição normal, sem luzes muito duras, 11em sombras muito densas . 2.°) - EXPOSIÇ.lO DO PAPE'L: há de sei· exata e a revelação completa. ConYém fazer pro,·a de enrnio. A cópia cleni apresentar uma gama de tons menos exte11sa elo que n exigida para uma 1iro,·n comum, isto é, sem pretos muito intensos. Deve mostrar todos os detalhes, numa tonalidade que, à primeira Yista, pa recerú um tanto "gris". Isto é função do revelndor e ela ~oa exposição. Exposição exata · e re,·elação completa. Nestas condições a "entintagem" ser.á mais fácil. 3.0 ) PAPEL: usar de preferência os 11reparados especialmente para Bromóleo, emulsão fre,sca, mas, em falta dêstes, os papeis comuns de brometo de prata tamhem set·,·em, contanto que se.jam
· norns ·. A gelatina do papel .-elho é dma, não
incha e não recebe a tinta com·enientemente. Reside aí a . causa principal dos insucessos. ,1.º) REVELAÇÃO: o revelador mais 1·ecomendado é o diamidofeaol (amido), que póde ser preparado como segue:

BAXIIO BRAXQ'l:'EADOR ·
1 - ngua

180 f'C.

úrido crômico

1 gr

2 água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 e-e

sulfato de cobre cristalisado . . . . . . 13 gr

3 sol. a 10 % brom. potassio . . . . . . 90 e-~

~Iisturar a sol. 2 na sol. 3 e ajuntar depois a sol. 1. Leva-se êste banho, assim preparado, a fon·er durante 15 minutos, numa ,·asilha de ferro esmaltado e depois de frio juntar .água até completar -íOO cc. Estú pronto para nso, dur:1 indefinidamente guardado em vidro escuro Icem arrolh.aclo. Todas as operai~õcs, depois ele fixada :1 cópia, são feitas à luz atenuada ou artificial fraca. Põe -se a prova, molhada ou sêca, no lrnnho bra:iqueador, mantido sempre em modmento. A imagem desaparece rapidamente e a ação do hanho termina em 3 ou 4 minutos. Lava -se a pro,·a em água re;10,·ada ou corrente durante 5 a ] O minnto,, sempre em luz fraca, e fixa cm seguida dur:mtc 10 minutos cm fixa(lor simples (hipo a 10 %) . La,·a-se em ágna corrente dnrante meia hora, mais on menos e está pronta para ser "tintada", operação qne póde ser feita imediatamente ou mais tarde.
(A seguir: "A pigmentação").

água ...................

- ...... , ....

solução sulfito sódio nnidro n 20 % ....

idem, de brometo potassio a 10 % ..

amidlll

200 re. 20" 4 ,,
] /4 "

Êste banho re,·ela e,m profundidade e ajuda muito 11 boa "tint-agem". 'Csar banho novo para <>ada pron1, mesmo para a de ensaio.
'fenha-se o cuidado ele examinar a pro.-:-1 de ensaio ( à luz do dia ele preferência) para ver se prenche os requisitos exigidos. Si os pretos esti-

SE R A'! ...
Alguns espirltos mais acanhados. ã falta de ou~ -tros argumentos, pretendem atribuir os sucessos alcan· çados em nossos salões e concursos por alguns de nossos melhores amadores, ao fato de serem os mesmos diretores do Clube, cousa que, em outros paises. apenas seria motivo de jubilo, pois vem provar que aos dotes pessoais qu~ os fizeram merece dores daqueles postos, a'lam tambem destacados dotes artlstlcos.
Qu e dirão, porem, deante dos sucessivos exitos que aque les companheiros vêm obtlm d o nos principais salões e concursos que s-e realizam no estrangeiro?
Serã que are sobre o espirita dos renomados ju'· ga dores da.que1es certames se fará sentir a influência dos cargos que exercem em nosso mo desto -clube, mes· mo em detrimento do s artistas e dirigentes · locaes? ...

- 3-

)f d ioto[Jiatiana ptátiea *

·

·

Achille BOLOGN A.

JV

A REVELAÇ.\O DO :NEGATIVO

pois êstcs nc'gatiYos são clcstinaclos exclusiYa-

Se a tomada de Yista põe a prova toda a nossa mente às :1111~1liaçõesE. de conformidade com isso,

habilidade artística, a rcYcl:1,ção do neg:1th-o cle,·erii ser regulada n Tcvelação, pois esta tem

exige toda a nossa habilidade técnita.

f§l·nncle ü1f.1u~ncia na acentua~ão elos grãos de

j{uitas tousas, naturalmente contraditórias, j:1 bromurcto de pratú.

foram ditas e sustentadas em matéria de reYc-

1:nw revela,;ão suave ou semi-lenta, agindo

lação, por pessoas todas elas competentes; quanto

sobre os pequenos grãos, nos dará negativos de

a nós, 11penas acentuaremos uma únic-a, neeess:'íria grnnulação bastante fina. Êste gcnero ele reye-

e sufidente.

lasão tem ainda a vantagem, importantíssima, de

Depende da nossa habilidade modificar o ton- · igualar e harrnoniznr as diferenças ele tempos

traste do negatiYo, ,·nriando a eomposição do de exposi~ão que sempre se encontram nos rolos.

banho reYelador e o tempo de i-evc.lação. Assim

O trntamento tom re,·eladores muito enérgicos

eomo o tempo de exposição regula a densidade

e <·01H·cntrados cle,·e sempre ser eYitado, pois, como

do negnti,·o, tarnbem uma reYelação racional per- j:í adeantamos, aumentam a gr-nnulação.

mi tirú regular o eontraste.

Depois elas operac;ões ele revela!:ão, a habili-

Corno regra geral, deve-se afirmar que nos erros dade do fotógrafo poderá ainda interdr para

de exposição são mais facilmente eonigiYeis as rliminuir ou aumentar a intensidade local ou geral

super-exposições do que as sul'-exposições. Com do negativo, mediante !·anhos reforçadores ou re- 1

efrito, enquanto se consegue revelar bastante bem dutores.

os negati,·os sobreexpostos 20-30 Yezes mais do

Obsen-arcmos, porém, que a este recurso nãci

que o normal, encontra-se grande dificuldade em ee cleYerá recorrer senão excepcionalmente, eis que

sah·ar ncgatiYos com 2-3 vezes d~ sub-exposição.

os 1·esultaclos são muito incertos e aleatórios.

O revelador póde ser suave ou de ação lenta 011 r{ipida.
Com o primeiro, decorre um certo tempo antes que na pelícu. 1a, normalmente exposta, apareçam os primeiros traços das imagens; apresentar-se-ão primeiro as luzes, em seguida as meias tintas

(Xo pró:rimo n,úmcro: "A impressão do positivo).
* APOSTILLAS INTRANSCENDENTES

e finalmente as sombras. Ao aparecerem os detalhes nas sombras, a intensidade das luzes j!i progrecliu o suficiente para interromper-se a re vela~ão.

"A chapa velada é a imagem de um sujeito, mal fotografada, que se cobriu enYergonhada ... "
***
"Do infinito número de expressões que um

Bem cliferrnte é a cousa, quando se usa rernbdores de ação ápicla: em alguns segundos,

rosto oferece, sempre se fotógrnfa uma que vale por duas: 1Jorque é a melhor para o artista,

mesmo no caso de sub-exposição, teremos as imagens cm quasi todns as suas graduações; entretanto, com ainda ponta intensidade qne, porém, aumentará pouco a pouco, motfro porque não se de,·t' interromper a re,·elação muito depressa.
O fotógrafo de,·erá assim, segundo a sua maneirn ele operar e o efeito desejado, escolher o 1enlador que melhor corresponde às suas 11ceessicl:1cles e às circunstâncias em que trabalha.
Rerá útil, ainda, dizermos a.1guma cous:. sobre a rc,·elação das películas de formato mínimo, hoje tão em Yóga .
A preocupação elas fíihricas é fornecer o material sensfrel com o grão mais fino possh-el,

enqu:mto que é a peior para o moclêlo ... "

***

"Existem espíritos tão arreyezados que são ca-

pazes ele dar impressão de calor com uma paisagem

na néYe e deixar o obserrnclor frio tom uma vista

tropical ... "

* * -ir

"O autor que se conforma cm vêr os resultados

nos negativos e os arquiYa sem copiá -los, satis-

faz-se enganando-se de caso pensado. Como não

ignora que os fracassos só se vêin eom a am-

plia~ão termina~a, não quer correr o risco ele

mostrá-los ...

ALEJA:XDRO C. DEL COXTE

- 4-

9-/armonização de <Jfégafioos
G. MALFATTI

O processo de harmon ~zação é relativamente antigo ; a pr imeira noti-cia que dêle tive foi na revis t::i. do Nâ-mias, "IL PROGRESSO PHOTOGRAPHICO", de uns ·25 anos 1passados , e consistia em at ·~nuar <0s contrastes dos negativos tirados , ,com fo~·hagens e camJ. nhos, nos par -que ,e .florestas. Natura ·mente, os :antig-os

negativos, 1;1evelados muito a fundo, necessitavam de hat'monização, espe,cialm ,ente q~·ando o motivo já era, em si, de ,grande contraste.

Oo,nsistia êsse processo em lavar bsm o negativo

e em .seguida branquea-lo com bromur 1eto-cianureto, na

,proporção de ·mais ou menos -m-eio de cad , , e a qu:an_

tidade de água 1 necessária, como quando se opera para

o brançzu ·2amento, usado na viragem sépia. Estando o

negativo ,perfeitamente branqueado, dál-se uma lavagem

sumária de 3 câmbios a cada minuto e em seguida

revela-s,e novamente ,o negativo, co111 um banho bas -

tante di'uido , esfr ·egando-o delicadamente, no começo,

com o bulbo do dedo, afim do -revelador atacar por

igual a emulsão; e3ta open 1.ção é importante para as

chapas ou fi lmes que foram ,endurecidos com alumen.

·

Ç tratam ;ento com formalina, _de acôrdo ,com l for-

mula Kodak, é tambem muito recomendavel no calor,

ante,s do branqueamento, para as ,chapas já manuseadas

e guardadas. lt a se.guinte a formula dêsse tratamento

inicial:

Formalina

sol. ,a 40 % . . . .. . ... .

Carbonato de -sódio anidro

Agua ,. ,, , ....... .,,..... ... . .·......... .

10 cc. 5 grs. 100 oc.

·Banha-se o negativo durante 3 1minutos para endurecer , e ,em seguida lavar 1 minuto e depois colocá,lo, durante 5 minutos num banho fixador árcido; finalmente, lavar em água corrente durante 20 minutos.
Qualquer negativo 1assim preparado ,estará nas mielhores ,oondições para receber o tratamento posterior de redução, reforço ou harmonização.
O branqueam-ento é feito da maneira comum, com

vado, o negativo é posto no fixador, produzindo-se enfão a harmonização, i.Sto é, d,ssaparecendo todo o con~ tr ·aste excessivo.

Este processo tem como >base sem .pre um n,egativo forte e que tenha um decidido detalhe nas sombras. f É ind'.c:ido para os contra-lu;?:es, os ef·eit?s de folhagens, os retratos tirados ,contra paisag ,ens, dentro de terraços ou janelas, cênas noturnas e tambem nos motivos ar ,quitetônicos sob forte Juz so-lar, .p-ais lhes dar ·á uma grande ·penetração nas sombras .

Restam ainda alguns comentários quanto á granulação dos negativos tr ·atados. O pi'oc ·!:sso não póde deixar de produzir ,grão ·fino e isto pelas s,e,guintes ra zões: toda a reve!ação superficial produz grão fino e

a,qui o que estamos suprimindo profunda da -prata nas altas prática, tambem os negativos tratados com sucesso.

é justame~te a redução luzes. ;com um pouco de de 36 mm. podem ser

Grande parte da harmonização é hoje conseguid,a diretamente na pr -op,ria revelação dos negativo,s, se .guindo a pr .ática de expor mais e revelar ·.m,enos, digo mesmo ,grand :e parte, porque só nos C'asos extremos é que a harmonização é .aconselhavel, pois para i-sto é necessário r-evelar desde logo a fundo, o negativo.

P ara os rolos que o :amador r-evela em tanque, em

condições normais, de 'P'r-eferenci 1a. recorre-se á harmo-

nização indireta, produzindo por eontaito um dispositi-

vo suave ,que será a base :para um negativo novo, já

harmonizado.

Para ês ·se método indiréto, prestam - se

.muito bem as .emu!sões. ortoerom ·ãticas.

*
LABORAT , óRIO
Em geral desbotam com o tempo, as viragens que não sã,o f,eitas á base de saes meta!icos.

Ferr:icianureto d,e potassio Eram ureto de potassio . . .. .. . .... . . . Agua . .. .. ... . .. . .. .... ... . . . . ... .. . . .

10 grs. 10 gr.s 209 grs . .

Como êste banho não tem grande conservação, é necessário, prepará - lo .eyempre novo. Para os que não têm paciencia t:m medir cada ,e"emen t o, uma colherinha d,e chá de -cada um , em ,meio copo de agua, tambem dá bom resultado; a quantidade de agua é indiferente, afetando apenas o tempo de branqueamento .

O n egativo, 1comp"e..tamente branqueado, é então

lavado ·dúrante 5 minutos ,e novamente revelado com

um banho diliuido de metol-hydrnquinone

ou outro

qualquer revelador, sendo ,que muitos preferem o ami-

do!. Esta segunda revelação deve ser feita até qu ,e as

sombras estejam bem revelada ·s e praticiamente -com a

mesma intensidade do negativo original. Depois de la -

** *
As soluçõ ·es d,.e nitrato de prata, pr 1oduz-em , invariavelmente, mancha-s marron sobre todos os papeis, mesmo que deles tenha sido eliminado 'qua :,quer ves tiglo d,~ hil) 10,3·ulfito.
** *
Para. t.ornar uma solução de m tctol ina ~teravel, basta adicionar -lhe apenas um pouco de bisu-fito.
** *
O fosfato trisódico, usado em alguns reveladores, especialmente no3 á base de pirocatequina , pód,D ser substituído por carbonato de sódio, na proporção de 59 % .

- 5-
V Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo

A partir de 14 dêste mê,s, na Galeria "Prestes Maia" - como de costume gentilmente cedida pela P1efeitura Munieipal - estará àberto ao público desta Capital, pela quinta vez, o já agora tradicional Salão
Internacional de Arte Fotográfica, promovido por êste Clube.
Excusado é dizer o quanto a iniciativa da nossa agremiação progrediu, em tão poucos anos, e o papel importante que passou a desempenhar nos setores artisticos desta cidade. Era de fato incompreensível, segundo tivémos ocasião de acentuar na apres-en-
tação do catálogo de nosso primeiro Salão, que São Paulo, uma das maiores cidades do continente, ainda não possuisse o seu Salão Anua1 de Arte Fotográfica, quando outros centros m-enores já ha muito o vinha promovendo.
A confiança que depositávamos no êxito de nosso empreendimento não foi desmentida, quer por parte dos aficionados da arte de Daiguérre, aqui residentes ou não, quer por parte da culta população paulistana. Todos os anos, a Galeria "Prestes Maia" apresenta, durante o Salão, um aspecto desusado, atingindo a
mllitos milhares o número de visitantes. l; o que -es'Peramos que a-conteça mais uma vez, pois os nossos conterraneos e os que nos visitam na época do Salão, já se habituaram a fazer da Gale,ria um dos seus pontos forçados de visita, demorando-s~ todos - alguns horas seguidas - a apreciar os trabalhos expostos e não lhes regateando elogios.
Resta-nos, agora, ás vesperas da abertura do V Salão, dizer ,o que êste ,apresentou d~ particular ou de superior sobre os que lhe antecederam. No último número do Bo'e,tim, tivémos ensejo de .publicar um resu~o estatistico do movimento de inscriç~s. trabalhos aceitos e os países que se fazem representar. na1m-os agora, uma relação completa dêsse paises, e a seguir, um confronto do movimento em questão com ·
os dos Salões -anteriores.

Quadro dcmonstrath·o dos coucorrcntes e tntbalhos admitidos, por pais

PAíS

Cones.

- - ----

-- - -- -- ---

1 - ARGENTINA ..........

. 52

2 - AUSTJM.LIA ..........

.

8

3 - BJ,;LGICA .............

.

1

4 - BRASIL ..............

. !Vi

5 - CANADA ..............

.

1

6 - CHILE ................

.

4

7-CUBA

.................

.

9

8 - DINAMARCA ..........

.

3

9 - EQUADOR ............

.

1

10 - EE. UNIDOS ..........

. 26

11 - ESPANHA .............

.

1

12 - HOLANDA ...........

..

4

13 - INDIA ...............

..

1

14 - INGLATERRA ......... .

2

15 - MEXICO ..............

.

1

16 - PORTUGAL ...........

. 30

17 - SUECIA ...............

.

3

18 - TCHECO-SLOVAQUIA

2

l'J - URUGUAI ............

.

Inser.
152 24 4 497
2 13 36 12 4 110 4 15 4 8 4 117
9 6 4

Admts
57 7 2
143 2 5
17 3 1
34
4 4 2 2 42 2 1 1

Totais ·.. .. . . . .. .. . . .. . .. 267

025

329

OBS. - Não chegaram dos seguintes:

em te;,,po os traba'hos inscritos Cones. Trabs.

AUSTRALIA ................

. ........ .

ESTADOS UNIDOS .................

..

:~~E~R~.

:~::::::::: : : : : : : : : : : : : : :

TCHECO-SLOVAQUIA ...............

.

YUG08LA VIA .......................

.

3

li

6

21

3

9

2

8

1

4

1

4

16

57

Confronto do V Salão de Arte Fotogt·áfica de S. Paulo comi os anteriores

Número do Salão e Ano

l.· 2.· 3.· 4o
5.·

1942 1943 1944 1945 1946

Oaráter
Nacional Nacional Internac Internac Internac

N.o de I CONCORRENTES

Países

Nac.

Estr. Total

- -- ----

1

95

95

1

114

114

7

98

96

194

10

81

166

247

19

117

149'

266

TRABS INSCRITOS

Nac.

Estr. Total

459

459

525

525

412

285

697

343

541

884

497

528 1.025

TRABS. ADMITIDOS

Na ,c.

Estr. Total

189

189

253

253

130

174

304

146

208

354

143

lbj

329

Durante os trabalhf1s de scleçã~ do nosso V SAL-AO, fo r:tm obtidos fü,tes flagrantes, nos quais vemos os julga ... dores, Dr. Benedito J-. Duarte, Dr. Edua _rdo Salvatore e Sr. Pedro Josué, ct~sempenhando ·-se de sua difici! tarefa.

ARTIGOS FOTOGR.ÁFICOS EM GERAL
·
MATERIAPLARARAIOSX
·
LABORATóRIO PARA REVELAÇ!õES, CóPIAS E
AMPLIA'-ÇõES

SJAO~.A
~&ír~~íl&[L
ANTIGA CASA STOLZE

FUNDADA EM 1574

RUA S. BENTO, 213 - S. PAULO

.,tl.l9Umard1a-d- 10.to.9/ia,tiade-cXiBidadna V Jaf.M. 2nteltnacio.naede .,tl.1z,t1e0.to.9,,,ajica
de J. 1Jaueo-. 1946
"THE PROFESSOR " Herdis Jacobsen (Dinamarca)

"LUZES DA MANHA"

·
Antonio S . Victor (Brasil)

"OUTWARD BOND"

Bob Jennlngs (EE . UU.)

1
"SOLIDA O"
Emi:io Talochi
(B ras il )

"Estudio"
Is id oro Ki s tler (Arge n t in a)
"Pescadores"
Tibor Benedit (Br asil)

- 11 -
16 SALÃO DE AR TE FOTOGRÁFIC A
DE S . JOSÉ DOS CAMPOS

Realizou - se, no dia 15 de novembro p.p., a inauguração do I. 0 Salão de Arte Fotogrnfica de São José dos Campos, a primeira realização do Foto-:Clube local, recentemente fundado, e que assim inicia, de maneira brilhante, suas atividades.
Esse certame, ,que contou com o patrooi nio do "Jornal da Semana" e do F1oto-Cine Clube Bandeirante, ·constituiu um verdad-ei _ ro acontecimento para a vida .artistica da quela progressista cidade, contando a cerimonia inaugural com a presença das autoridades locais, representantes de entidades culturais do vale do Paraíba e grande numero de convidados-, .além do ilustre escritor e ·critico de iarite, Sr. Sergio Milliet, qu-e na ocasião pronunciou apreciada palestra . Uma deleg,ação do Foto Oine Clube Bandeirante esteve também presente ás solenida des, tendo recebido, por parte dos diretores do Foto Clube São José dos Campos, a mais carinhosa acolhida.
Cerca de 200 trabalhos foram expostos nos ,sa~ões da Assoclação Esportiva São José, g,entilmente cedidos, em paineis cuidadosamente executados e dispostos, causando aos visitantes a melhor impressão possivel.
O F. C. Bandeirantes colaborou para êsse certame, organizando, fora de concurso, um estande com alguns dos melhores trabalhos d~ varios consbcios, alem de uma bela coleção de fotografias estrangeiras. Tambem a Prefeitura Sanitaria Io,cal teve a 'seu carigo uma secção de fotografias documentarias da crnade e suas obras publicas, obtidas pela r·e·spectiva Divisão de Obras Publicas.
OS PREM IO S
Diversos premias foram ofertados ás melhores fotografias inscritas, tendo sido o Julgamento efetua-

do por uma com1ssao do F. C. Bandeirante, Integrada. pe·os srs. Angelo F. Nuti, Eduardo Salvatorll\ e J O·Sé V. E. Yalenti, a qual, depo,is ,de longo e cuidadoso estudo, resolveu conferi-los aos seguintes trabalhos:
Premio "Motivo sobre a cidade" "Noturno" (n ., 41), de Oswaldo Ricci; Premio "Pais~gem": "Inund~ção" (n. 0 41), d,e Augusto Magnusson; Premio "Natureza. Morta": "Catléas" (n. 0 trl.J, de João Leite Biqueira; Premio "Cêna de Genero": "Surpreza" (n.o 65), de Francisco P. Faria; Premio "Portrait": "Meditação"' (n. 0 63), de João Leite Siqueira e Premio ncomposiçãoº:
"Pavão" (n.o 115J, de Lgnaclo Biadui. Mereceram menções honrosas: "Por do s01 no
Rio Amazonas", d,e João Amoroso Neto e 'Vendaval" 1 de Augusto Magnusson.
Os srs. Mario A. Weiss - nosso sóclo
correspondente naquela cidade - e Jo,sé c.
F'lorence, com-o organizadores- do certame, não ..oncorreram .aos 1premios. Todavia, a comissão Julgadora, tendo em vista ,a qualidade dos trabalhos qu~ apresentaram, fora de concurso. julgou merecido fazer uma menção especiaJ aos trabalhos "Crepusculo", "Caiçara" e "Inocenci-a", de José C. Florence, e "Rosas", "Cam ,panário" e "Detalhe de prõa"' · le Mario A. Weiss.
Pelo êxito deste primeiro salão, estã o
Foto Clube de São José dos Campos de parabens. Esperamos que o seu exemplo frutifique e que, em breve, possamos contar, no lntnior do Estado, com maior numero de Fotos - Clube~,

Salões

12 -
e Seleções

Em geral todos os anos e em todos os salões,o

depois de conheeldo o resultado da se:eção dos tra-

balhos inscritos, surgem logo "'3 descontentes cla-

mando aos céos e terras que o julgamento foi mal

feito, que o critério da seleção foi errado, que os

Juiz<>s são incomp<,tentes, etc. etc., só porque tiveram

uma de suas fotogrnflas - "vejam só, uma verdadei-

ra obra prima". . . - recusada.

Pouco impor~a serem os Julgadores J)ssoas de

méritos artísticos lnternacíonalmente

comprovados, de

idoneidade acima ae qualquer duvida. Tudo isso de-

sapareee frente ao orgulho !<>rido de alguns concor-

rentes - por vezes amadores ainda bisonhos - que

por Iniciativa .proprla, se julgam tão artistas como os

maiores. E vão dai, investem eontra tudo e contra

todos e até contra o clube que não medindo esforços

organiza os salões.. . E, não ficam apenas nisso -

desde Jogo se Julgam capazes de dltar como devem

ser Ju·gadas as fotografias, como d<>vem ser organi-

zados os salões, etc. etc ..

Realmente, todo julgamento é dlflcl! e não pode

ccntentar a todo mundo, pelo que a cousa não no<;

surpreende. Não podemos. por exemplo, pretender que

alguem que de musica só entenda de samba ou de

marehinha possa compreender um Be-ethoven ou l!m

Chopin. Simples questão de senso artlstico, mais ou

menos apurado. Mas dai a querer o apreciador do

sambinha ditar como deve o maestro dirigir uma or -

questrn slnfonica, a distancL-i é multo grande. Assim

tem bem na fotografia. como em qualquer outra a1 te.

Ofenomeno já velho não é, porem, apenas

nr-sso e já foi magistralmente focalizado pelo eminen-

te critico Alejandro C. Dei conte.

As judiciosas considerações que sobr~ o assunto

fez, ha cerca de um ano, pelas colunas do presti-

gioso "CorTeo Fotográfico Sudamericano" (n. 0 514 d<>

ai,riJ de 1945) não perderam sua oportunidade, e me-

recem ser transcritas, e meditadas:

"É natmal - diz o mestre - que nos países

jc,.-ens da Amerlca <>Steja constantemente no tapete

das discussões, o têma em via de eternizar-se, do Juri

a cuJO' encargo está ou deve estar a tarefa de selecio-

na!' as obras apresentadas em cohcursos ou salões. É

natural porque, precisamente por serem jovens tambem

em fotogafia artlstlca, todos q\<antos adquiriram for-

ças suficientes (ainda que não méritos suficientes)

para concorrer .a um salão, se igualam em capacidade

- claro quf" por sua propria. conta ,e risco - aos

astista de verdade.

Este curioso nivelamento expontaneo Impede, en-

tre outras muitas cousas, que sejam reconhecidos os

verdadeiros artistas; aqueles que alem de o serem na

tarefa lntrlnseca de .produzirem obras fotográficas

são tambe'l.n por sua vocação natural e por sua

cultura.

SI os que concorrem aos Salões com~çam pois, por

não r-econhecer a superioridade dos que a possuem, é

compreenslvel também que não acreditem que haja quem

possa julgar suas obras.

Não reconhecendo, como vemos~ a existencia de

valores su~riores nos demais, é natural que cada

concorrente se Julga autorizado a planejar as normas

dentro das quaes devem atuar os Julgadores.

O ridículo de tal pretensão é evidente. Pelo me·

nos, para os que observam o panorama um pouco mais

além do que o permitem o orgulho ou a fanfarronice

propr!a.

Nos encont.ramos assim em que tanto aqui como

nas outras nações irmãs do continente, - onde nin-

guem quer, por decisão pessoal, ser menos do que o

outro, mesmo que os separe um abismo - qualquer um

se crê em condições de ser ju'gador ou, quando menos,

d·o ditar como se d<>ve Julgar uma fotografia.

Por culpa de tal cousa, quas~ diariamente, vemos

surgir projetos que, como o que motivou estas linhas,

podem ser muito agradaveis como amostras de conta-

bilidade ou de engenho, mas que si, chocam aberta-

mente com o destino que se lhes dá a esplrituallssima

tarefa do artista ou do critico chamado para calibrar

as emoçõ% levadas ao quadro pelos demais. A este res-

peito, os americanos do norte, chegaram até ao cumu-

lo de crear complicados mecanismos eletrlcos aos quaes

pouco falta para, por si sós e a um cimples apertar de

botão, elegerem as fotografias d~ salão.

Na Europa, onde por· mais experiencia e pondera--

ção, não encontra aco·hida a improvização e onde, por

respeito mutuo, cada um sabe por-se no seu devido lu-

gar, não existem problemas no que concerne ao tra-

balho das comissões de seleção, pela simples razão de

que só podem chegar a elas quem possue reconhecidos

antecedentes artlsticos.

Neni:tum obscuro participante do Sa'ão de Lon-

dres, por exemplo, ousaria por em duvida nem a auto-

ridade nem a atuação de um Mortlmer ou um Haw-

kins. Lá, certamente, não nasceram os sistemas de pon-

tuação nem mecanismos eletricos capazes de embotar

até o esplrito menos propenso ás emoções.

Deve-se começar, portanto, por reconhecer os va-

lores dos que os possuem e respeita-los,

confiar-lhes

com a fé que esse reconhecimento autoriza. a tarefa

de serem os julgadores e, por Ultimo, deixar-lhes plena.

liberdade para se desempenharem da difici!ima e in-

grata de selecionar, tarefa que por sua espiritualidade,

não pode sujeitan-se nem a normas, nem a numeras,

nem a mecanismos."

E. P. P. S.

PROPOR NOYOS SOCIOS É DEVER DE TODO BO :\I SOCIO

Flagrante

- 13 -
do

V Salão

Nos preparativos para o Salão, a

diretoria do F. C. Bandeirante

recebe dedicada coll,boração dé

inúmeros consócios. Ilentre os va-

rios serviços auxiliares, a monta-

gem das fotografias recebidas do

estrangeiro e do interior de São

Paulo e outros Estados do Brasil,

merece cuida.dos especiais. Dessa

taref:,. desempenharam.se
panheiros F. Palmerio,

os comTibor Be-

nedit, Carlos Liger e Ludovico E.

· Mungioli .

·

14 -

O Concurso de Outubro

Os concursos internos sob têma prefixado ,si bem que reunindo sempre um apr:ciavel número de t!"ft.balhos. têm, entr-~tanto, menor concorrencia do que os de têma livre.
Isto é natural e mesmo lógico, eis que êstes proporcionam sempre maior:-s oportunidades.
Notamos, porém, que varias dos participantes dos nossos concursos internos se limitam a apresentar trabalhos apenas nos concursos sob têma livr-?, não se inscrevendo naquêles sob têmas prefixados. Demonstram, com isso, que não dedicam â fotografia o estudo -:- atpnção que seria de desejar e mesmo, pela n2.tureza das fotografias que costumam apresentar. que elas foram obtidas mai& ao acaso do que com a inten_ çào. precpncebida, de realizarem alguma cCJUta de mais artístico, fruto de estudo e meditação.
Fazem mal, os QU:.' assim praticam. Os concursos sob têmas prefixados, em geral mais difíceis, são realizados Justamente para que o amador possa ap'imorar seus co

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