Boletim Foto Cine Clube

Ano de lançamento

Mês de lançamento

Volume

Edição

Conteúdo textual

11 ,,,,.

∑ (J;,,e(]1111l,lean,lelranÌe

S. PAULO - BRASIL

JULH 0-19 46

BOLETIM
N." 3

Fotografia tan1be1n

e Arte
E. S,
.\in::la hc, pot!co tempo, cm c:ma roda dt artistas (em rna maioria pintores), tiv:::mr,∑ ncces∑.idadc de defe!1der a fotografia como arte.
Verificamos, ent„o, como ainda persi:;!~ .m alguns meio~ e justamenie os mais chegados {u artes pla3fr::as, uma cefi :a prevenÁ„o con!ra a arte fotografica
Ignoranc-a do :,ue seja, realmente∑ ,a f-:ilnE,iaiia artist:ca? Ciumes - injustif icados porÈm -- de uma arte que dia a dia mai: ,e afi ma e adquire maior numero rle culto!'Es? OposiÁ„o preme:: itada? QuG ncs parecer que de tudo um pouco.
O primeiro ren„o unico argumento de CL:0 Jancam m„o aqueles ou2 procun,m negar · fotografia o ::?aracter de arte, È o de consider·-la como coisa excl usiva∑nentc mecanica, fruto da aplicaÁ„o de proce::sosfÌsico quÌmicos po~ meio de ap,1relhos adequado~, enquanto que a verdarl.ira arte - dizem eles - È a produzida unicamente pela m„o do homem_
Ora, nada mai~ ,rrado. A idÈia que fazem da fotografia. oE que assim pensam, È p,lr demais simplfrta e prim·ria, assim como aquele conceito de arte demasiadamente estreito e materialista.
E o ccrebro, a forÁa espiritual creadora que È a verdadei::a fonie da arte. onde fica? - perguntamos. E.star· porventura a arte nos meios empregados para realiz·-la on em si mesma, no o_ue possui ck subjetivo, no ,eu poder de express„o, e'2 sugest„o ou de de emoÁ„o
Sem duvida, quando em 2eus primefrris passos,a fotografia nada tinha de arte, como ainda hoje n„o podemos considera:- artÌstica a fotcgrafia meramente document·ria.. que apenac se limita a reproduzir imag ,ens. Assim tambem, embora executada pela m„o dohomem, nem toda pintura, escultura ou arJuitetura, oode ser consi derada obra ri.e arte_ A execuc„o mateYial de um quadro, uma est·tua ou uma fotografia, ainda que perfeita, deixa de ser consi:krada obra de arte. ri a ela faltar o elemento subjetivo, o conteudo, capaz de despertar no observador uma EmoÁ„o, um ~entimento, capaz de ex-

"Pea-':;a11t Lass"

Harry Day

pressar alguma coisa ou de identifica::- a personalidade de seu autor .

Cedo o homem peYcebeu que podia uti-

lizar dos princÌpios fisico - quimicos que re-

gem a fotografia para Exter iorizar suas in-

quietaÁıes artÌsticas, sua sensibilidade suas

idÈias e sua cultura. Ent„o principiou a

"crEar" e ai surgiu a fotografia artÌstica,

fruto mais da inteligÍncia, da consciÍncia e

da pe:sonalidade do autor do que dos meios

empregadcs para :xec ut·-la e que dizem

respeito unicamente · tÈcnica.

Verificou ent„o, aue n„o basta colocar a

c‚mara defronte do assunto para crear o

motivo . Este È p-oduto de longo estudo e me -

ditaÁ„o, do saber ver, admirar ,compreender

rn¸∑ e intc ∑prctar, coisas que n„o se podem res:.1,rP. algumas pot!cas regras, mas que

exigem arr:,plos conhe:::imentos de iluminaÁ„o,

enquadraÁao, colocaÁ„o e distribu ic„o das

massa3, perspectivas, etc. E, parece-nos isto

n„o s„o coisas mec‚nicas. . .

'∑

+™ (r'onlin˙,a na

pa_(Jina)

2

Foto ~ Cine Clube Bandeirante

A Nota do MÍs



I~:1 l>oi'at(1rio (' <∑⁄n 1ar n l'Stlll' :l ∑1:1r.1 :1prendiz:tgl ' II~ l' :1pt 1rfeh:o:.1 -
Llt'11to .



S;, !:1 cil' !t∑it 11r:i e Ili l,li ote l'a es _ i' ∑l'i'tliz:, da.


1∑:x,∑un∑tH's ,. 1∑01H∑11r-.os 1∑1,t n∑ os S”<!Õ OS.


111t∑11s:1h

P :1rt it∑ip:u-¸o llO~ s:d1i11 ~ e c∑o1t∑111'~<∑s 11:1eiow1i.'"' l' 1∑xt1∑:111gl'iro:-:.


1nt,∑n∑:inll,io ,-on ∑ t:1111<' c∑o111 a~ '∑H)f∑iv d ∑1d 1∑s ('(lllg 11 \JP IT S do J):l Õ '-i (' do ,∑xkr ior.


l>EI' .\ HT .D l F:\T¸ t:l: J.'ot og r˙f ico (' in,∑1 11:1to gr :, f ieo
~l'CT:l o F Cr' n i11i11:1


'' "1,,:1 lid (li' .\ nuid::il.,

Cr "
.,o.no
:!Cl,(l(l
. . .. , . :!0 0, 0 11


Os s,Ì,∑io~ do inte ri o1∑ 0 ontro s E∑ t∑:dos P <!: 1 ~1∑t1/., > fc m inin n
goz:u11 d o 1l,∑st∑o11to 11,∑ .,O%.


11. S. flEXTO, :J,57 - J. ∫ AXD .
" P \ rr.o - ,rn .\RTL

*

O mÍs que passou , foi de iniensa atividade.

Duas excursıes. uma sess„o de "slides" e o concurso in -

Ìnno mensal sobre o tema . " Cristais e porcelanas".

De todas es~?s aiividader. devemos destacar. em primei-

rc luga .r, como a mais imoortante , a reuni„o de 8 de junho,

com a qual o Clube inicie:u . oficialmente , suas a:tividades

em mais um setor da fotografia . que vi.m tendo . ultimamente,

grande desenvolvimento: Í'. foto3rafia em cÙres

In˙meros s„o , entre nÛ, . os amadores que a praticam.

Mas sempre: de uma maneira isolada, para uso particular,

mais a titulo ds curiosidade do que propriamente com intui∑

tos a.rtisticos.

Ha, tcdavia, na fotografia em cÙres re,1ras e tÈcnica ,;

peculiares, problemas a resolver, que sÛ com o intercambio

de idÈias , imoressıes e exoeriÍncias . ooder„o ser melhor

elucida .dos e a.prendidos. -

-

O que vimos naqcela reuni„o foi bastante encorajador.

Os excelentEs "kodacromes" aue Guilherme Malfati . Frede∑

r;co Sommer e e eclÈtico Thomn Farkas nos fizeram a‡∑

mirar, alguns dos quais verdadeiros primores de arte , pro-

vocaram no elevado n˙mero de sÛcios que a ela comparEceu,

calcrosas palmas e tambern. discuss„o e trocas de pontos È!e

vista sobre os problemas e dificuldades da fotografia em

cÙres, num;, demonstraÁ„o dt que iambem esta modalidad~

pode entre nÛi: ser desenvolvida e organizada de forma es∑

:tavel. como _.ali·s , j· o È em outros paises .

A e::cibic„o de outro dia _ foi o !)rimEiro passo nesse sen∑

tido. Outras mais ser„o promovidas e em breve. esperamos

poder participar dos salıes q.:e j· se organizam em todo

o mundo, dedicados exclusivamente · fotografia em cÙres. E,

Quem sabe, n„o teremos logo. em nosso prÛprio sal„o, a

secÁ„o respectiva?

---o

---

AlÈm das excursıes que atrairam . como sempre , elEvado

n˙mero de participantes, despertou invulgar interÍsse o

conc!urso "Cris:l:ais e porcelanas" .

Sabemos que ba .stante numerosos foram os consÛcios

que por dias e semanas seguidas "quebraram a. cabeÁa" na

composiÁ„o de sei:s quadros. Nem todos foram felizts ,

TÍma sem duvida difÌcil . que exige largos conhecimen∑ !os tÈcnicos e artistices _.trouxe oara alguns alegria e para

outros decepÁıes ∑

Mas, a a.rte fotogr·fica È assim me~mo. N„o se improvisa .

E xige estudo, constancia. e dedicaÁ„o , qualidades que n„o

f altam em nossos afeiÁo:1dos.

O orincioal foi . oorÈm .. o esforce feito que semore deixa v alioso-s e uteis ensinamentos. A,;:-dificuld‚des encontradas,

ser„o, temos certeza ,outros :tantos estimules. GraÁas a es∑

forÁos como esfes È que a arie fo:togr·fica paulista e brasi∑

leira vem cbtendo . no exterior _.lisongeiras referencias e ha de figurar com Íxito no 11 SAL√O INTERNACIONAL DE

ARTE FOTOGRAFICA DE S. PAULO . que i· se aproxima.

A Diretoria

TÍma e TÈcnica

Al,,iandrn ('. l)r/ ('0,1/1

~l∑111pn' C!llP 110~ ol∑OlT('ll (∑st∑rc 1,∑r-r :1 r1...~spcito,
l.∑mhramo-11O, (jlll' ,jamais deixamos ele dizer quP ,. mrlho1∑ tt∑,∑nir:1 fotogrÌifiea, na eincmatografÌ:1,

, r: prntluzil' imngc11, tiio 11orni::lis quC' o C'Speda -

d11r 11:io til"l'SSP nenhuma prcocupn~„o quanto ˙

fotografÌ:1 projPl:1cln, podPnclo assim &cguir atcn-,
.,1,. tl'anq11il:1rnrntr o <lcscnrolnr <lo nrgumcnto,

, qnr {∑, :1fin:1l, a rnziio <,nr o lt-1∑:1 a pagar :1 pol -

ro11afjll(' ocupa. {)-.;11ortc'-:1111(∑rh∑;i110~.„so, atÈ agora, o:-; ˙11i-

t∑o, <JlH',,∑g11p111ÍssP ,∑ritÈl'io. _\: imagens ck sua,

i∑rlin1l.1s siio tiio pc∑rfritas qm∑ o p˙blic∑o llC'lll sit 1:p, pt\lls:i 1tt1l:1s. Pori~:o, uma Y(IZ ttlnninado o

1∑∑..;pd:'!l't1lonu. Yir-se1-:"1(1logjar cnt n„o o argumc'H , ,, rn:i-.;muito 1∑:na1nr-11b-S.P ou,∑ir[1 qualqlH'l' 1'l'-

,∑1-i11e'.s:11hrl' :1 fotogrnfÌa. Por<JUC', na yprcla<k,

..,.,,.o.\ p,∑rfri~iÌo fotogr˙fic∑n n„o (∑ ]C\∑ncln em l'Onsidr-

lguns proc1utoTe.,, partienlannentp

o,

franC'rsr~. drrnrn :'t fotografÌn uma importnncia

∑,11(~rm rl,ll"icla muito lisongeirn para os afri~o:11]0, 1l∑1nrk c∑rt>:Hln por Vagnenr) qn~ p]a a1,so1∑_

,,, o argunwnto clP tal f˙rma qur o p˙hlico - si

'∑c∑11f1JiH' trnha aprrC'inclo a pro,jc~„o de quadros ;r1l111ir:'1n-∑is s:1i al'Orl'l'Cido porque o cnrec1o, di -

'ui<lopda fotografÌa, n„o lhe despertou a ntenÁ„o.

A tfrnif'a fotogr˙:fiea aplieada · einemato,:1:1fÌan„o c1e1∑epois absol'\'C'l' o argumento q1te È

l,{1,iro,mas sim acomp::u1h·-los ele' fÛrma cliserÈ-

rn, pa sando desapercehicla .

O que∑ aeabamos dC' nfinnar c∑omo opuuao 1w~-

'"™1, nos paTagrafos ante11,orr~, tem exl∑rlrut'e

: pli,∑aÁiio (jtiando ,e trnta de fotogrnfÌa al'tÌstira

, ,na in10diata rlerirn~„o: a ohr:t ele Sal„o.

,\ fotografÌ:1 cli:imada de Hal„o, de,∑r apn' -

' ∑ntar uma tÈcniea t„o normal, qur o obsrrvaclor fiqn,∑ imprC'ssionado ou emocionado com o con-

trmln do quadro, sem se clistrnir por falhas ou

.il:irrlr, tÈcnicos de execu~„o. A \Õ'rnira (>, portanto, toisa ,pie, ~∑111 !-ial„o,
,1,∑n∑st'I' pel'fcila, rnns perfeita no sentido qur a

1erfri~fto ckn' ter e tem, isto È, de n„o fhamar

: aten~iio elo ohsNYador. pois o que Íle Y::ti aclmL

ar {> :, ohrn dr arte, o qundro, a~sim como o e:s-

1 ,∑tador, no ¸nema, Ytli procurar o argun1C'nto. T('JJJOS por coÈtumc, quando sabemos CJllP es-

t∑ ou aquela pC'li~iila tem uma fotografÌa admi-

:m∑l, :,s,∑isti-la mn:1 l"CZ parn nprceiar o :ugn -

nwuto r Yoltar outra ,∑cz, p:na pntiio ohsC'rYar :1

totografÌa, analizamlo-a C'Olllnhstra~„o elo enredo. E, c~tr È o mÈtodo quP aeomelhamos c∑omo o

ais util e rfieientC' pt'lo muito qur poclcr:'1 Õll'-

uÕI',:rns qu(' qucrrm ohtrr ele suas Yisitas aos sa 1ie rle fotografia, o maior pro,∑cito. Um di:1, rlc∑_

dir·-lo ˙ obsC'H:1~„o elo conteuc1o, do sentido e,-

iritual elas obras expostas; procurar nessa pri-

eir~ wz, pPnC't1∑ar na "intC'n~„o" do artista, ro -

J11<∑J1U1-lae∑ aU∑ ,li∑c∑uli-l:1. por4m∑ a c1i:;euss„o ,., _ ,-l:11∑e,∑r m:1is <∑ois:1~<,ue a ,implrs ol∑srrn1~„o, prin1∑ipnlmr11h' r111a1Hlon:io st∑ tpm absoluto clominin
c,∑1 nrtr. Dcix:ir P™"™'' :tlgnns cl.as e Pnt„o rrali -
z:11'110\∑a ,∑i:,.:ita, clc∑..t..a ,∑(~z, para :inalisar :1 C'XC'C:lll~:lo matr1 ial do qnn<lro, os proc<:',sos <' 1∑pc∑ursos postos cn1 ;jogo <' a tc\rnirn prrf01∑ida que ,∑ontrib˙i 1,arn irlentifi,∑:n :i pcrsnnalid:HlP dos <li,∑Nsos ;1u-
tn1'llS.
!-i!'n't f:wil ,∑11t:io ,∑om111∑m∑:1r <JIH' as olir:is q11,∑ m:ti-..:~ob1∑es:H∑m. <itt1l 1n:1ic,imprt1!-=isio11nm:-,:„o ju,_ t:l111entP nqnr 1as t'lll qnc' :1 t(∑cniea n„o ahsoryem P H∑rn:1 mas {∑ tli'k apt>nns o c∑ompkrnpnto.
(l>o "t'o1r,∑o l∑'otogr:1fic∑o 811cl:1nH∑1it;1no")
Confimando o quanto adiant·~nos no nosso primeiro numero. a 23 de maio ˙ltimo foi fundado, en1 VitÛria. o FOTO CLUBE DO ESPIRITO SANTO, cuja Direto1 ia provisÛria ficou assim constituÌda: - Presidente. Erice Han5chLd; Secret„1 io, Nagib Saad e Tzsoureiro, Pedro Fons∑eca.
Aos novos confrades. os votos de prosperidade e Íxitos na arte comum.
-x-
Foi recebida com intenso j˙bilo pelos componentes cio Departamento Cinematogr·fico do Clube, a nomea ;„o dÍste para membro da AMATEUR CINE LEAGUE. importante agremiaÁ„o que reune, no Continente, os Clubes cine-amadores.
Noticiando a criaÁ„o do nosso Departamento de cineamador!smo, "Movie Makers", org„o oficial daquela Liga, referiu-se a .essa iniciativa com palavras encomiasticas.
-x-
THE CAMARA CLUB, de Buenos Aires, uma das sim p·ticas agremiaÁıes portenhas que de h· muito vÍm mantendo relaÁıes de estreita cordia'idade com o nosso Clube, tem nova Diretoria, eleita para o pe rÌodo 1946 - 1947.
Est· ela assim constitui da: - Presidente, Sr. Peter Schroder; Secretaria, Sta. MarJory, D. Stuart; Tesoure iro, Wi liam Serna; Vogais: Sta. Kathleen Petty e srs. Guil!ermo Plante e Alfredo E. Hagnauer,
Cumprimentamos os novos Diretores, alguns deles nomes bastante conhecidos enti-e os "habÌtuÈs'' do nosso Sa ∑„o.
-x-
JOSE V. E. YALENTI, Vice-presidente do Foto-Cine Bandeirant~ e um dos mais altos valores do amadorismo fotogr·fico de nossa terra, conquistou os 1.0 , 3.0 , 4.o e 5.o prÍmios da categoria de "profissionais" do con curso institu!do pelo Clube Campineiro de Regatas e NataÁ„o, sob o patrocÌnio de "A Gazeta", para comemorar -0 28.o an1v-ers·rio de sua fundaÁ„o.
Conquanto o nosso Yalenti jamais tenha auferido. da fotografia, qualquer lucro monet·rio, È o f·to bastante significativo, pois no -Certame em quest„o houve outra catego1 ia: cie amadores.

P ROPOR NOVO S SÛCI OS i:; DEV E R DE TODO BO:\l S˙CIO

4-
,\ l<'OTOGRA~'JA K\Ì C¸Rl~H
xo cu:-BE
Confol'lltC' fÙr:1 a111111c' iado w, tir cul:tr
,c-∑- de maio, realizou_se n:1 tarde de 8 de
junho ˙ltimo, na sÈclc Í0ci:11, uma s„o ele projer„o de ": lid2s", cb [luto _ ria elos eon sÛcios Gni 1hcrrnc :\folfetti, fhorn[ls .T. Pa1kns e F';-rdc,ic∑ o :':0111n1er Jr.
Os trnh:ilhos forn!ll l1:1staHte apr cci:1]os e ~cus autor-cs <∑11mp!∑iren11i~tdu~ plllos sMio:∑ P to11vicl:1dos.
_.._\ J enniiÌo terminou to:11 :1 t∑x:bic-iÌo do filmc' 1on,ndo 11∑1 n:enrsiÌo eomc1{10_ rntiY:1 ,1o 7 . 0 nni,-,,;.,,∑,:∑io c1o Clnlw, pelo JJos,o P,r,itkntc. ,J,∑. Eduardo 8:,h∑:, _ tore
. Xo "1:!itl1[∑" 1 11m:1 11:1~-te cl;1 ns isiC∑11eia.

∑Fotog;ra.Ìia tamhÈm È Arte ~ !Conclus„o e.la i 1. 1 pfd .-. l
"O mecanico em fotografia - diz o critico de arte .J. R. Brest - È um Jator infirno J'::t creaÁ„o da obra. O importante È o larg o processo de p~cparaÁ„o da tomada de vi.:;,~,. O fato de que uma vez firmada a ccns:1enc∑a do arsunto cm uns (o pintor) a realizaÁ:Ìo ciepende do suas m„os e do pincel 2 em outros (o fotografo) de uma adequaı.a e inteligente utilizaÁ„o da m·quima e dos processos quÌmicos, poder· modi'ica:- o vahr intrÌnseco de uma atividade humana coi:10 meio de expres::„o Afirmar o contrjrio È inverte: ∑ por completo o processo da cr eaÁ„o artÌstica; È subverter 02 valore~ co.10:11:1do os puramente tÈcnicos por ∑cima do~ "!e express„o".
Com efeito, tÈcni:o È uma cou~a, arte È outra.
Quando, por exemplo, para fazer urna natureza morta ou um retrato, o artista di :;p5e o objeto ou o modelo, joga com luvs e sombras procuran:5 o obter efeitos ou 2'i:pr: ssıes determinados, È justamente enti:to que esta-:-· crcando, concretizando sua concepÁ„o. F.ix·-la depois, per meio de tinta., e pincel, ou de um aparelho fotogr·fico e p::o∑ ccsÍoS de laboratÛrio onde outros efeitos poc: : r„o ainda ser obtidos, È coisa mais sirn,Jl.es, ao alcance de todos, com um pouco ~.,
pr·tica, e cujo maior ou rnenor Íxito d epe!1de principalmente de uma t0cnica mais apurada do que do espÌrito creadcr.
O valo:∑ do ouaı.ro est· no seu conteudo e: n„o nos m:ios empregados para sua exe ,:uÁ„o . Evidentemente uma tÈcnica perki'a
e in :5.Lpensavel na fotografia, como em tc.:n
e qualquer arte, mas apenas como meio e nunca como fim, mesmo porque, sem a tÈcnica jamais pod:ria a arte expressar-se corretamente. Mas, nenhuma tÈcnica, por mais pe:∑feita, poder· crear uma coisa artÌstica

,,,. R ela n„o se reunir um espÌrito .mperi ..,r

capaz de interpretar e ',ransmitir uma ∑Ím ∑.,∑

Á‚o, um 2entimento.
Na fotografia, port:clo, ta :nben, pode na-

,-er creaÁ‡o e havendo e ∑ eac‡o h· arte . (J

fato de empregar meios m . c‚nicos para sucl

execuÁ„o, em nada diminue o seu valor. O

iparelho fotografico n a da mais È c'o c1ue u

meio, o instrumento de quo s e serve o artista

para concrÍtizar suas creaÁ5es.

Os instrumentos de arquitetu _∑a n„o sa∑J

lambem meios mecani:os a scrvico de cutr∑a

arte? E haver· quem 01..'SC negar ∑a um Cho∑

pin ou B Èethoven a : t:alldadc. de 2:tistas,

apenas porqu e se utilizaram de outro instru-

ment~ mecanico, o piano?

,

Serao, porventura , simplesmente m2cani-

cas as fotog1:afias de Mortensen - ve:-dadci-

ros quadros de arte do mai3 puro clas.3issi,;-

mo

as admiraveis pai~agens d ∑~ l'/Iisone,

ou as impressionante~ marinhas de Mo:∑fr

mer? .

N„o. N„o tenhamos duvidas. Fotografia

t2mbem È arte.

"MAXIMAS E MINI MAS "

Uma bÙa fot,og-l'af ia n·o È a, que se obtem p.Jr acaso m,as a produzida com estudo, trabalho e sentimento.
P. WOLFF -x-
Toda fotografia que n„o ex11ressc uma idVia, deixar· de reunir os mÈritos que h„o de consag ∑r[1-::1..
ALEJANDRO C. DEL CONTE - x-
Infelizmente existe uma tendencia geral em crer que a fotografia È uma distraÁ„o qu ~. por sua extrema simplicidade. n„o dÈve ?Xig1r esforÁo algum. S„o namercsas as pe∑ssoa3 convencidas de que o progresso na fotografia depende apenas de um pouco de ')rntica e de sÛrte.. Dos estudos a realizar e das n:>Áıes fundamentais a adquirir, ningu~m faz caso. Por isso mesmo s„o n1uito poucos aquÍles que ccnseguem se sobresa1r dentre o -enorme num∑:>n) de p:r~-;oas que a praticam.

.,
NEBLINA - TÍma do Momento

('um a tli!∑g:ifln tlo inn∑rno, (∑ntrfimos 11:1 {∑po-

rn propieia pal'n :t !'XC'ru∑:i'io <ln alguns tralnlhos

rlc gr:rnrk pfrito pil'torieo, tendo tomo tÍmn a

1ll'hlina, (Ili!' lll'∑tn s mnnhils tu<lo C'll!∑ohn∑, atÈ qu .∑

" ∑ol t∑onsig1 tlissip:1-ln.

X:is nrn, cl:i ,∑idadl', uos Sl'US IHJS![ll('S e j:11∑-

di11, ou 111psmo no e:impo, aspe~to ~ !' paisagens

'!"<' ,∑111di:is <∑011111nsnada nos dizem. ,oh o manto

'∑gri,'' rla n(∑hlin:i :i<lÌjuil'em Ho,∑os e int'sperados

,-11,∑anto,, '" ,∑t∑z<∑s rlando uma sensaÁ„o d<' rni ∑ti -

'"∑ se111prp agrad:i,∑pl :10 obsNn1dor (]lll' tr111 o

,..pÌ.i'o l'Oltado :10 hl'lo !' ao sugr∑tirn. Os t'tlifÌ-

l∑io~∑,:i~ :Ì1∑,∑or!'<.;,tudo ,∑:li scndo ~ut∑(∑ siYamtnte de-

lin<∑iado<IP forma su:n∑l~ <' h∑,∑(\ at0 dc∑:-:apar∑(l1c, ∑-t

11:1atmosf(,ra ,∑aporns:i {jlll' alguns 1∑:iios d!' sol

',∑11t:11natra\'C'Ssa,∑, Hl'ando motin>s de Pxtraonli-

n ,ria hdC'za, aos <;uai∑ o a ma dor n„o <∑ons<'gUC' n∑-

,i,tit-, e (]til' pnrl<'lll rlar-1hC' a :l1111rjad:1 "foto-

~r:ifia de s~lfio".

Os :1~suntos tr:1ta1los :1 <∑011trnluz, printip:il-

1m∑nt,∑, :1dquircm grnndr∑ 1∑iqueza dr tonnliclndes

1 ,∑ont1∑:1stPs, qm∑ aumentam o scn ,∑:dor pirtoi-ito.

Outras 1∑pzr, (, a nos-a prÛpria C' tiÌo tonheeirl:1

~:1rii:1,qtH' rnolhan<lo os parnlepip<∑dos on o asf:il _

!<1rl:i ru:1, rnonumr,itos, ttl'., d,~ :Ìs eoisas 11111h,-i-

!i):111!<m' orlPlado, (' n>ais ,∑ida (, fotografi:1.

\o ,∑ontd1rio do (]Hl' pensam mnitos :nnadon∑s,

∑∑ fotografia na neblina, n„o tPn1 nada d(∑ difit'il.

.\ ,-an,:1 maior dr :1lgu11s insu(∑C'>sos l'St:i no

∑:,to r]p h:1sP:uem seus tra ha lhos ern (∑ifras e dn<los

∑xtt∑aidos dl' linos t' re,∑istas extrangeirns - :1

1,Ìl,liogr:ifia <>Specializada nacional (, tiÌo paupl'l'-

1im:1! - rsqueeidos dr qur c>stnmos p111tlima tt-o-

l'i":11, ,∑m ,-oncli,;ıes <ll' luz rnnito rlifr1∑p11tt's rl<H

p:tises <lo sul on rlo 1101-te.

Xossa nc>hlinn, em nada FC par!'t∑P, p. ('X., tOlll

.. r:11110,0 "fog" londrino, pesad:1 mnssn 1∑i11z,∑nta.

1p1:1,i irnprnctran,J ∑ nos Taios solarp;_

f:, rm gc>ral, 11rna nehlina rl:n:1, su:1n∑, uni

t:into humicla C', por isso mesmo rpfl('tini!o melhor

: luz do sol, <' qtH' logo SC' dissipn; (> uma ni\oa

1,wi!l:1, ,∑om clrntclo t<'‘l' de luz q1u∑ Pngana o

olho humano. pela sna enpa,∑id:i<l!' <IP :irlnpta~no
i,, mais di,∑<'rsas ,∑ondiÁı<'s dP luz, ma,. qur <'

;,r,∑fritanw11te ,-aptado 1wla ohj(∑tirn, le,∑:111do g<∑-

:,thn,∑nH', o ama<lor menos :,,-is:tdo, a so_

1 n∑!'∑por ,hmasi:i(bnwnk

strns fotor, ._. t∑om isso

,,..,∑,kndo :iquÍl<',. !'fritos <' nu,111t∑t's t~o 11e<∑C'ss:'1-

rie, :Ì, fotogr:\fias tk,h∑ gÈnno.

i:: ,∑otlllllll om∑irmos diwr (!li!' p:t r:t :t foto-

~1i1fi:1 <lP ,whlina siÌo npeess,Ìrias long:1s expo_
i,,;,,., ,-mn o <liafragm:i ahrrto n n1:1is possin∑I.

Orn, ,!ada as ,∑ondit;’C'∑ pp ,∑u lian∑s rlP noss:1

J1 ∑hlina, 1,adn m:1is Prrndn. T,∑>HOS trah:tll1:1do g<'-

>:iln11∑11tp ,-0111 1/50" P diafragm:1

fr, hado :t

1: ti. :i ,∑0111 t'Xl"el,∑Htt∑s n∑snltado,∑, nsnndn mntP-

1i-,I d~ ;)O.o Sthrilwr de sC'n6ibilidad!' (P lux-X,

\" ∑ino11w, rte.) EYirlentementr, 1∑ad:1 ,∑aso tem

,u:,, partic∑ularidades, 4ue deYem ser lerndas em

,-on∑idl∑raÁ„o (' i:ur f.” :t pr:Ìtie:1 pock1:, xPsoh∑pr.
1~,.,<.l,ados seniriÌo, entretanto de orienta~„o gc_

r ti, par:t os ini<-iantes.

Qu::11to :111rn:tl!∑ri:tl nl'g:tti,∑o. taml∑Plll n:in h:1

,lifr∑nl,l:tdl's. llado o Vito dt∑ ns eÙn∑s, na lll'hlin:t,

i .,,.<lLren1 !/U:lsi tudos os 1-!'US ,∑:tlo1∑p , t∑ostuma ,n

i1,(licado, tomo mais adequndo, o material orto-

t∑romatieo. Tod:n∑in, na s:Hn ,∑om m'.ltc¸al pancru-

ma tiro, ternos obtido 1>01is rl∑su ltndos. Pelo ll!C'R-

mn motivo, npuhum filtro rlPYl' Rc∑r usado, pois o

,.. nrnti∑mo dac (∑mulsıPs ;, nrniR do que sufi<∑iP11-

tt1 pal'a regi~∑tl':' r :1

't <1, 1n∑ 1 ; gri,::,~H'COR,pn)_

p1ios do a11,l1i(∑11h.∑∑ \o c-011tr{u∑io, qualquer fi'ho

tC'ndp a dirni111>ir o C'fc>ito da lll'hliH:t.

.\o fazl'r-∑∑,, :t :unpli:i,;fio, de,∑P-8l' c-uiclar ck

,,up :1~ sombras 11:io pc r(' 1n1 8Plls rl!∑talllt'~, fi<∑;rnrlo

por dr1nais ranpgarla, t' form:111rlo g1∑,u,rlP, 111::s-

: ts t'H∑urns, e b0111 a~sirn. ]>1'0;∑urar (;∑,∑it:rt que o

trnll'dho adquim nma to11alidnrlP t∑inzeuta, toch

1,or igual, fazendo com (!ut' st' pertarn os l'ÕPito,

ill' penpecti1∑:1 <' prnfundid:HlP <111r diÌo n∑nh∑p ao

llH'"'ll10.

'rur]o O lll:lis, (]i1/. l'l'S!J('i(o :10 h'tll])l'l∞:ll11Cll10 :11tistir-o do :1111:Hlor, :', hoa Ps<∑olha do n,suuto ,, do angulo, ˙ eomposi~iÌo, pmfirn , rlo quadro, </li!' ,(i o r,tudo, o tirotinio l' a longa priÌtica podr,n <l:1I'.

Tod:11∑i:1, 11:io 0 p1∑(, demais :1<∑onsclh:n :1 p1∑0-

a,, 1∑111∑:1rle um primeiro plm10 dr!'orntiYo,

ton:1-

lidarl0 111:1is on lllÌ'llOS r~("Ul'a !' (fll!' drn∑ apal'!'("l'I'

1∑t'l:1ti,∑,1HW111!∑nÌtido, f:tZ('lH1o assi111 r('al~ar o mo-

1i10 pri11tip:tl, <l-ilHlo lllaior profundidaclP ao q11a-

dl'o, j:'1 Ì[ll<' a JH'hli11:1. por ~i 111<1s1n1:1sP l'lle:ll'l'C'g:1r:'t dt∑, progn" :--i,∑:11tH∑1ltt.∑, ir stt:l\ iz:nH1o t' ti~m:H∑-

! 1∑1Hlo ∑os o! jdinis !' l"oi,as ,itu:Hlos :'1 tli,t:rn∑∑i∑1.

l'm 111∑illl!'Õ1∑0 pl:.110 ;i,si111 t1Ps1:1<∑ado, f;ir,1 t:1111-

l,l;lll c∑om (Ili(' :1 fotogT 1fi;1 :IJl:ll'('l"!I t∑li:1t:1, SPlll )'(1-

1(,1∑0, 11:Indo-nos u111:1 st∑1∑s∑∑1,:10 d,∑ 111onoto11i:1 q111∑

lh,∑ f:, r:1 111∑d1,∑r 1O([o i11t(∑rh∑∑!' .

./O.TO (;,ll!ri.1

A sÈde do FOTO-CIXE CLt::BE BANDEIRANTE con-
tin˙a a ser. o ponto de reuni„~ preferido pe:os aficionado~
da fotograf.a. para troca de tdÈiaS -e discussıes sobre tudo quanto se refert> ‡ arte que praticam, .!..cima, vÍem∑se os cons5cios Giuzio, Lombardi, Roso e Ander·os, exami. nancll∑ uma <'Ìlmara.

-(Ì-

LaboralÛrio

O BANHO INTERRUPTOR

E' muito comum os nossos amadores fazerem suas nmpliaÁıes sem 11saren11 entre a revelaÁ„o e a fixag.:m das copias, o banho interruptor.
Esse erro È, muitas vez-es, a causa do m·a resultado dos trabalhos que se apresentam com manchas
ou ve:ados, n„o sabendo o amador a que atribui-'as. E' qure, quando se ret1ra1n as ct,pias do banho r.e-
vclador, sobra a gelatina do papel fica sempre aderente uma certa quantidade da soluÁ„o.
Si a passarmos dirÈtamente ao .fixador. Íste, aos poucos, ficar· carregado com o revelador levado p~las copias, perdendo assim a su::1 ,P1ireza e, por cpn::.:egmnt.e, sua. ef1cacrn.
S1, ao contrai 10, antes de pÙ-la no banho flxado1 a copia È simplesment~ lavada em agua, 11e111sempre os residuos do revelador s„o totalmente ren1ovidos e continuam pcis. 1atuando, acontecenc∑/>, n„o poucas vezes, que a ampliaÁ„o retirada do banho r2velador, no pcnto certo, quando fÙr imersa 110 fixador, j· ,esteja revelada a-Èm do necess·rio.
Da1 os tralJa!hos que logo amarelecem ou apare cem manchados ou velados, sem motivo aparente.
Para .evitar que isso. ac@teÁa, deve-se neutr:alizar o revelador. por n1eio de um. b· nho acido que faz cessar, imediatamente, a aÁ„o dos residuos de revelador contidos na superficie do papel.
E' o que se denomina ban h o interr up tor ou inter1nÈdio, cujas fÛrmulas mais usuais s„o as seguintes:

agua

acido acÈtico . . . . . . . .

ou

agua

.......

.

metabisulfito de potas&a

.000 CC. 20 CC.
1. 000 CC.
40 cc.

"PILULAS CIANIDRICAS"

ESGANA«AO - N„o vamos falar do Nuti ou do Pa ∑merio, A "esganaÁ„o" de les È diferente. A epigrafada, tambem n„o È muito comum e parece t<ar limitado sue. influencia apenas sobre alguns . Talvez vocÍs n„o saibam que, ein 1945, o Clube cUstribuiu mais de 2. 000 filmes. Pois devemos inform·-los disso e mais ainda. Segundo estatlstica levantada !>∑lo Dino. houve um ",esganad„o" que conseguiu digerir quasi 60) dos dois milharns. . . O Sr. Presidente vai tomar o assunto sob sua especial atenÁ„o e j· iniciou um rigoroso "exa1ne de conciÈncia", para tranquilidade de espirito e absoluta isenÁ„o ‚e animo no julgamento do processo ...

SALADA DE FRUTAS

J· tivemos oportunidade

de apreciar diversos trnbalhos "bananlf.eros" colhidos
nas proximidad-es de s. Pau∑o, o que nos faz acredf-

tar ein pendores "vegetarianos" de seu autor. cuJa

paciencia "benedit ... ina" È por todos admirada, c01no

1nais admirado ainda È o vasto cabedal de seus co-

nhecimentos "gt<enÈricos''.

CONCURSO HIPICO - H· alguns dias atdts, fomos encontrar dois "novÌssimos" lam.Pntando n„o possuir
uma "tele" p,ara. poder,em focalizar uma cena muito pictÛrica d-esde que o ac<.:sso atÈ o "assunto" era um tanto arriscado. . . Podemos garantir qu<> os referidos amadores est„o se cotizando ,e v„o providencin.r ~1ma "tele" pnra futuros e identicos eventos.

ESCONDE, ESCONDE - Temos lido nos boletins comerciais, que a Kodak vem recebendo grande quantidade de filmes e pal}eis fotograficos. Entretanto, Ísse material contin˙a n„o aparecendo na praÁa. Em que "toca'' o "seu" Coelho o andar· escondendo?
Cianidro

Ao se r<atirar as cÛpias do r<avelador, deve∑-se portanto. imergi-las, itnediatamente, no banho interrup-
tor por alguns segundos - 10 a 30", para, e~ seguida, pass·-las ao fixador', ,e'iminancto-se assim os inconvenientes a-cima apontados.
o banho interruptor pod-er· ser usado atÈ perder
sua TeaÁ„o ·cida, o que se∑ conhece co,m o einprego da papel azul de turnesol que, em cont·to com a
mesmo, se tornar· vermelho. ConvÈ111 notar, tambem, que quando se usa o ba-
nho interruptor, o fixador deve conter un1a certa porÁ„o de sulfito ,ou metabisulfito, para! evitar que o ·cido J,evado pelas copias decomponha o hiposul-
fito de sÛdio.

OO N'S ULTAS

L. 1. - f~iÌo Paulo - l'ar:1 a exciu~„o d,,

i,111 ,.ptr:1lo, n„o (, :1eou80lhn1'el o 11~0de- uma lcn -

,, .. dr∑ :1prnxim:1Á„o. Ai o crnprcgo dcstns lente~

1 <.'! mitt∑ H' oht0!1h:1 fignras clC'tanianho n1aiol', e1n

, 01,tr:1pMi,,„o fa,0m perder toda 1wrspecti,∑n, acaL

rc't:1ndo, ,∑omnmentc. gr:mdes distorR’E's e despro-

pcl'(;ır,, - t∑onfol'lne o nngulo em <(lll' a foto-

~,11f∑i:1 (, tirn<b - o nariz rnnito grande cm corn-

,,s ]1:1ra,„n

orellrnf, etr. - que prodnziTÛÌo 11111

,,frito ]instante desngrada,-cl.

1:, prefrrfrel cx<>rntar o r<>trato com a ohje-

\jq normal, sem qualquer acessÛ1∑io, nrnplianc1o depois a figma conforrn(' o rorte <' o tnnrnnho clc_ ,:cjnc1o.

Dcver˙ apenas @i<lar de nsar um rcYclac101∑ gr„o-fino, para evitnr que na ampliaÁ„o apnre~a excessiva gr.anula'}„o.

V SAL√O INTERNACIONA L
DE ARTE FOTOGR¡FICA
"~'olha d:t XoitP", o eon<'ritu:irlo n∑sp, 0 r_ tiuo paulistano, <'ln rna 0rliÁ„o de 24 ck junho p. Jl. inseriu, sob o titiilo A Wl'E F'OTOUR√ l~TC\. o ~cguinte oportnno suelto :
"Est· srn‡o rntusia.,tirn mrnte pl'cparndo p1lo Foto Clube B011rlcirante ∫' ∑'Ì Sal„o J11/rn10<∑ionc¸ ri.e Arte Fotogr·ficn".
Jfuitos dos iPitorrs ter„r:, risit.ado 1w "Saio Almeida J'Unior'', .n/J (T "Galcriet Presles llfnia'', o., "salıes" anualmrnll' ol'get11izaifos prlo c/ubl' acima refel'ido . .Aprsar de fel' .,ido obrigaria a 1Ypetndir-se em plrna {!11e1Ta,a in/.cialira repnrufi11 r1ra11drmentc 110 Brasil e em toda a AmÈrica. Sua I epercuss„o, no ann JJassadc,, atrnressou o At/a11tico, harendo sirlo expostas alg11maR foto r1rafias dr amaclores brita11icos.
Espera - .1c que atendam ao apelo do Fulo Clube JJandeiranlr amadorrs residentes cm ledo., o.~ paÌses. , Is vias ,7c cnmunicaÁlio j· est„o restabelecidas em sua q11use tolalicla‚e. _l ariaÁ„o romcrrial, dia a dia 1∑111 zjl'O_r;ressor,∑isca a JJa.laHff r/i,,toncia do i∑ocab 11l·l'io internacional.
A mta da .foto,n,rÁ,.fiaro11/a rnm i1111111omprso .,e/ilos neste Estado. ::,-„o f, de l1ojc, com rfcito,
qiw os trnbalhos r7c,; nossog amadores rnco11tra1J1 agasalhos em. rei-istas daqui e de, fora . O maior mÈi'ito elo Foto Clube consiste precisamente crn ter coordenado o esforÁo indit∑id1tal e isoladc-. Gra-

-7

o i,B den. ante " no (Us ‡ wa inicial ira tem-se desenwlvido extraor-
,linariamente o amadorismo. A "Sala A lmei,rlct

an

extenor

J11nior" torna-se ‡e ano em ano menc,r. S„o Paulo È um campo 11wito vasto paru as
,,a/izaÁıc, ela al'tc fotografica. Aqui, mais do que , m outra ciclcc/c qualquer do Brasil. pode a fotoffl'Ufia s111precncle1∑ e fixar e, esforÁo do homem tcutaurlo corrigir ou suprfr as deficien'cias c1a natureza. A fotografia -transforma-se, ent„o, num precioso //ocu111ent·rio. F"ixa a nwior epopÈia elo

l\'Iais um extraordin·rio Íxito acaba de obter a arte fotog∑r·fica brasileira. Notici.:is chegadas da Inglaterra, dizem-nos do brilhante resultado alcanÁado pela representaÁ„.o bandeirante no Sal„o promovido pelas "COMBlNED SOCIETIES", d.~quÍle p·∑is, em principio dÍste ano. De cerc:i de n1iI fotogratias inscritas nÍssc certan1e, foram admitidas 180, das quais 42 selecionadas dentre as remetidas pelo nosso Clube para o Sal„o de Londres de 1944 e 1945. Delas, 9 obtiveram, por una,nimidade, tnenÁ„o especial, e 3 foram reproduzidas no

trabalho em terrns ‡o continente.
Os cww‡c-res j· est„o naturalmente a po.stos. Faci/, po1∑ lsso, {; antecipar o e:rito do novo sa_ hÌo rfr arte fotogr·fica".
Os boletins de inscriÁ„o para o V SALÕ'i:O IX'l'ERNACIONAL DE ARTE FOTOGR¡FICA j:Ì estiÌo ~<melodistl'ibuidos pelo correio, aos ∑c¸ll_ cuneHtes dos nossos anteriores salıes, achandu_sc ,lisposi~„o dos demais interessadoR na ReÍretaria <lo('Julw.

cat·logo do Sal„o das "Combined".

Eis a relaÁ„o dos trabalhos admitidos e de seus

autores:

Jorge Bittar - "Dois pontos" (xl; Nilson Dona ti

- ''Tranquilidade";

Thomas J. Farkas - "Study in

Composition" (x), "The High Jump∑∑ (x), "Rest",

"Goa!!", ''I'il Pay Him Back", "The Spectators", "Lau-

gh:ng Eye:3'', "No 'ritle", "Sunlig}lt & Shadow.s"; (J-aspar

Gasparian - "Tranqui lidade " (x), "Vis„o Paulista ix).

'∑Gigantes e pigmeus"; Henri E. Laurent - "Fragilida-

de". "Sombras"; Alvaro de Macedo Jor. - <IShadows

on Para de"; Plinio S. Mendes - ∑∑Repouso", "FlÙr de

Maracuj·", "Tranquilidade",

"Malabarista",

"Nuvens

qu,e passain". "Mosaico"; Herminio F2-rreira Neto -

'∑Eremita", "So! a pino"; Ange!o F. Nuti - "Vi:sita ino-

  C i0 S

po1∑tuna", "Flıres do Tr∑Ûpico"; Fernando Palmerio -

"Boiada na Vila"; Theodor Preising- - "Vida do

Mar" tx); Jorge Rado

"Abstract Composition",

∑ "Fo.g", '1To Cr∑oss or Not to Cros-s", "Chinese Picture"; Eduardo Salvatore - "NotÌvago" (x), "Inverno" (X),

"Into the Mist"' (x), "Sesta", "Fartura", "Pastoral", "Sunlight Caresses". "Harpa Celestial"; Ismael A. de Sousa - "Seda".

Sobre as festas comemorativas do nosso 7.0 :lllil'ers·rio o "Correio Fotogrnfiro Buc1ameri(∑a_ no" de 1 de maio ˙ltimo , publicou a1,1pla notieia, finalizando -a com as seguintes p:ilavras, tjll<' mui_ to nos penhoram :

Obs . - As fotografÌas assinaladas cmn asteristico (x i, fora1n distinguidas com "1wenÁ„o especial". - "study in Coniposition" , de Thomas J. Farkas, "Tranqul!lda·e". de Gaspar Gasparian, e "NotÌvago", de Eduardo Salvatore, foram reproduzidas no cat·logo.

"Foto Clube Bandeirante , 11/ra 1108!:U sÈtimo anivers·rio cheio dÍsse espÌrito vi∑vifioante, cal'lcterÌstico das instituiÁıes que marcham, por rÛ_
leis scgurns, no Íx∑itc, que coroa as bÙas intenÁıes.
O trabalho realizado foi consagrntÛrio; 'o traÁa-
do para o fitturo, È arnplo. N„o sÛmente S„o Pau. lo como tc-‡o ~ Brasil pÛdcm orgulfw,∑-se c/us frn los recolhidos por esta c,itidacle, cm seus poucos mas fecundos anos de ricla. clurnnle os quais re fleti11 uma brilhante faceta ela grande culturn artÌstica daquÍle paÌs irm„o, nos quatro ea:tremr,,i da terra."

Foto-Cine Clube Bandeirante
ConvocaÁ„o do Conselho Deliberativo
Para tornarem ronheÛmento e deliberar sobre urna vaga existente 110 Conselho Deliberativo, bem como cf¸,cnti.rem e Yotal' a proposta

de reforma ptncial eloRegulamento

dos Contm∑sos Internos de Fotogra-

fia, ficam convocados os membros

clÍsse org„o do Clube para uma reu-

mao extraordin·ria, a se realizar,

em 1.™ ronYocaÁ„o. no dia 17 do cor-

1∑entc mÍs. ·s 20 ho1∑as, na f-,Ède so-

rial.

S„o Panlo, 1 de jnlbo c1e19-1:6.

Uma parte dos automoveis que conduziram os participantes da excurs„o ..a. lmoÁo com que se festejou a passa-
gem de mais ∑ um nno , de atividade,; sociais

EDUARDOSALVATORE
Presidente da Diretoria



RUA S. BENTO , 357 - 1.0 Andar - S. PAULO - BRASIL

Direitos

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Download do PDF

Clique no link abaixo caso você deseje baixar o boletim em formato .pdf para o seu computador

  • Baixar o .pdf   (pdf / 2.9 MB)