Boletim Foto Cine Clube

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1 (J fia 1~~.t)i11e 1111e 111lel11a11te
S. PAULO - BRASIL

FEVEREIRO - 1947

BOLETIM
N .° 10

i ARRANJO''

(Do V Salão Inlcrnaci~nal

Anto;!lio Mendes (Portugal)
de Arte Fotog ·ra(ica de Sã~ P stulo )

Segurança Industrial

COMPANHINAACIONADLESEGUROS
Funr'::itlaem 1919
CAPITAL: CrS 4JWO.OOOOO ~EGUROS: J2\CÊNDIO ACTDE:\TES DO TRAB.\LHO ACIDENTES PESSOAIS FERROVIARIOS RODOYIARIOS :vIARITJMOS !\ERONÁUTlCOS AUTOMOVEIS e ROUBO.
Rcse:rv:as E~htuárias 3 Extraordinárias até 31-l2c 15: Cr$ 22.959.01310
fünh:trns p3.gos 'lté 31-12~1945: Cr$ 161.240.6884J
PRESIDE~TE ANTONIO PRADO JúNIOR

MATRIZ:

137 - AVEN IDA RIO BRANCO

- 1 37

(Edifício Guinle) - RIO D·E JANEIRO

ENDEREÇO TELEGBAFICO: SECURI TAS ..

SUCURSAL EM SÃO Pl!i.ULO: PR E D I O PIRA PI TI N G U í - RUA BôA VISTA 127 - 5.0 andar
Tel efone: 2-3161 - Rede interna
J. J. ROOS - Gerente-Geral
A MAIOR GARANTIA EM SEGUROS

Foto-cineClube Bandeirante

- 1 \'
91 %ta do_<J(/ês

Laboratório e câmara escura para aprendizagem e aperfeiçoamento.

·

Sala de leitura e Biblioteca es_ pecializa da.

·

Excur3ões e concursos mensais entre JS sócios.
·

Participação nos salões e concursos nacionais e extrangeiros.
·

Intercâmbio constante com as sociedades congêneres do país e do exterior.
·

DEPARTAMENTOS: Fotográfico Cinematográfico Secção Feminina

·

Cr$

Joia de admissão ....... 5000

:.:-ensalidade . . . . . . . . . . . 2000

ànuidade (recebida so_

mente nos meses de ja_

neiro a março de cada

ano)

20000

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Os sócios do interior e outros Estados e da secção feminina gosam do desconto de 50 % .
·

R. S. BENTO 357 - 1.º AND. S. PAULO - BRASIL

Todos quantos têm observado e acompanhado atentamente desde o inicio as atividades do nosso Clube devem ter notado que elas obedecem como que a um roteiro préviamcnt-e traçado que de ano para ano vem se desenvolvendo com passos talvez lentos mas segurQs e firmes.
Muitos prefeririam segundo habito muito comum á nossa gente que tivesscmos desde logo imitado as grandes entidades extrangeiras algumas 50 anos á nossa frente! - com planos e program~s mirabolescos cuja realização teria ficado porem apenas no papel nos conduzindo a um fracasso certo.
Preferimos ao envez sem deixar de lado .:\ maior cxperiencia alheia atcrmo-nos ás condições e peculiaridades proprias ao nosso meio .
Lançado o nosso programa em plena guerra cerceados por todas :is dificuldades :;: ela inherentes e que ainda ho):? perduram faltava-nos mais do que tudo ambiente propicio ás nossas atividades.
Afóra um pequeno circulo de entusiastas e iniciados a fotografia como arte era encarad~ entre nós senão com hostilidade pelo menos com indiferença assim como quem o!ha com olhos indulgentes e divcr ... tidos para as extravagancias de meninos metidos a homens ou como se to!~::-am os snobismos de alguns noveaux richs.
Precisa.vamos pois antes de mais nada destruir essa impl'e!são erronca crear um novo ambiente onde a fotografia artística tivesse o lugar de destaque que merece e que tem nos outros centros civilizados.
E isso tem sido toda a base do nosso programa de ação . Com firmeza sem des:inirnos nem desvios. Com fatos e realizações e não apenas com palavras.
Nosso primeiro salão foi olhado com displicencia; o segundlJ já com curiosidade; do terceiro em diante principiou a despertar nos círculos artísticos e culturais cada ano m;ior atenção e a arte fotografica passou a ser encarada como cousa realmente mais seria atraindo e p:ovocando comenta.rios e observações fora já do nosso pequeno circulo de afeiçoados. Com o ultimo salão ainda mais se acentuou esse interesse.
As criticas da seção Artes e Artistas no importante e s-óbrio matutino O Estado de São Paulo a cronica de L. W. no O Jornal de São Pau~o as Impressões de Compur publicada no nosso ultimo numero os comenta.rios do erudito dr. Valencio de Barros que publicamos neste numero as sugestões recebidas de varios consocios e amigos algumas delas vindo de encontro ao que tínhamos já programado para executar quando fosse o momento oportuno tudo isso vem demonstrar que os problemas relativos a difusão e aperfeiçoam'!nto da arte fotografic;1. e á organização do nosso Salão já ultrapassaram ao pequeno çirculo daqueles entusiastas que o tornaram uma realidade; vem demonstrar que finalmente já principiou í' se formar entre nós aquele ambiente de interesse e cooperação de que tanto necessitamos para um maior desc:p. volvimento das nossas atividades.
Um salão sem critica e sem criticos - disse certa vez com bas ..
tante propriedade Aleja:idro C. Dei Conte - é uina luz que não ilumina .
O nosso Salão já possue critica e críticos o que para nós é 1notivo de intenso regosijo pois é mais um índice do adeantamento a que vem atingindo entre nós ~ arte fotografica graças á ação desenvolvida pelo F. C. Ba.ndcira.nte.
Si mais não tivesse feito o nosso Clube bastava isso para liga-lo definitivamente á historia da fotografia em nossa . terra .
Resta-nos agóra cerra~ fileiras em torno dele prestigiá-lo sempre e cada vez mais cooperar de perto com os que o dirigem para que possa o Bandeirante prosseguir na sua ~bra proporc:::n:ando a t:io::; n'Js milito em breve tudo quanto dele alm:eja.mos. ·

- 2-

* 9/s lições do Oalão* VALENCIO DE BARROS

Uma exposição Internacional da Arte Fotografica é uma ve:·dadeira escola um ponto de irradiação de estudos de interrogações de ensinamentos. Para ela convergem vindos de várias partes do mundo os trabalhos mais representativos dos centros culturais as ultimas conqu :stas da ciencia e da tecnica as obras primas de artistas consagrados pelo eonsn so geral. E do confronto dos trabalhos expostos podemos tirar lições proveitosas para o nosso progresso na di!icil arte fotografica.

se poss a fabric ar -cm série de dez por ano. . . Não é o aper te o betão que o reSto nós fa 1emos das casas com -8rciais especializada s em copias e ampliações ... É trabalho que exige meditação pa~iênc la bom gosto in t eligência conh :-cimen t o de leis que não devem ser \lioladas. Toda a obra de arte seja pintura poes 'ia mu sica ou fotografia visa expressar e transmitir uma emoção. O artista tem que se exprimir com clareza e segurança para transmitir a sua idéia e d-:spertar as emoções que essa idéia pode conter. A!gum já

Dai o valor para o nosso meio artistico do louva- definiu a arte como uma emoção que passa pelo pen ..

vel esforço hoje vitorioso do Foto-Cine Clube Bandei-

sim'!::nto e se fixa na forma.

rante transformando as suas mostras anuais de art-e em Sa!ões InternacionaiS.

O artista p;.ecisa conhec ·~r os caminhos que condi.:zem a essa misteriosa fonte de beleza. E esses ca ..

Cabe-nos agorn colher os frutos dêsse notaveJ em- minhas no consenso geral são: - Concepção eompo ..

preendimento aproveitar as liçõees que el:- nos possa sição expr ·:-ssão desenho côr ~ técnica. São êsses os

proporcionar não só para elevarmos o nivel cultural

principais elementos que constituem o padrão de valor

e art!st!co dos nossos amadores senão tamb<lm para

das obras de arte e por ê ·es se afere d-J qualquer tra-

melhora1mos a organização do proprio Salão corrigiu.

ba 1ho se é obra trivial ou s impl:smente habilidosa ou

do as suas falhas aperfeiçoando o crit srio de seleção

verdad lra obra de a: te.

afim de que ele venha a ser realmente um grande Salão de Arte Fotograflca.

A fotografia artística não a~nbiciona galgar os mag cstosos píncaros das grandes artes como a pintu-

Perlustrando o nosso V Salão o critico de arte d<i ra. Contenta-se Com alinhar-se entre as suas irmãs

O Estado de São Paulo traçou judiciosos comenta-

1nais modestas as artes menores do claro· :s'curo. Pa ..

rias que merecem meditação e estudo. Observa o ra ela depois da concepção e da composição é de su-

rustre critico que ha uma nítida estabilização dos pr-~ma importanc1a o desenho constituido pelas linhas

amadores brasileiros em certos g:neros de fotografia

e pelas massas de luzes

de sombras. Os ?lhos

a1tistica atendo-s::- eles á composição facil sem eSPi- seguem as linhas E êste um principio absoluto. Pelas

rito de pesquisa no campo da plastica e da interpreta-

linhas nós contro ·amos os olhos conduzindo-os â

ção subordinando-se procuram focalizar.

irl'estrltamente

ao assunto que

vontade para qualquer parte do quad :·o. E assim cumpre ao fotografo conhecer o va·or das linhas

E perqulrindo as causas d.asta parada forçada aponta dois fatores principais e imediatos: - a) a falta de Jaboratorios particulares em qu<J O proprio amador possa com sossêgo e espírito livre rea;izar suas pesquizas e executar êle proprio a sua obra · b) - a falta d: auto-crit'ea mais agud_a que o~ force a desenvolv.er a sua cultura técnica e artística não só na prática silenciosa dos laboratórios como nos estudos doutrinários fluentes de ampla literatura

para guia r por meio d~las a atenção do obs:rvador para o centro de interê S3e. Além disso as linhas des .. perfam no ções diferente no nosso íntimo e deve tambem por isso s·:r tomada em consideração a sua escô .. lha e disposição no quadro: - linhas verticais exprimem elevação de pensamento magestade grandeza . Chateaubr :and com uma frase f.:liz pôs e~ -evidência esta verdade: Dans ce tte plaine um peupl!er s 'élevait comme une grande pensé-;.

fotogr;fica hoje passivei em vários idiomas.

As linhas obliquas dão ideia de movim;nto de

Está ai em poucas pa '.avras de lneado todo um pro_ grama de ação para a diretoria do Foto-Cine Clube Bandeirante; desenvo~v ·e:r entre os amadores a c'ultura técn:ca e ar'tistica pela prática dos lab oratórios e pelos estudos doutrinários sem o que não pod ·:rão êles adquirir o .s·.:-nso críti-co indispensável ao j1ulgamento dos seus próprios trabalhos de sorte a discernir entre o bom e o m·au o belo e o inexpressivo .

animação e exercem sõbre o nosso sistema ne rvoso uma reação vi.va. A linha horizonta1. exprim ·) calma tranquilidade so'idão e tristeza. As linhas hori-
zontais a planície o mar - ensina A. Dauzat - w·o·
duzem uma impr -essão de calma que termina quasi iempre na melancolia : Sôbre êste ponto todo o mundo está de acôrdo. (Le Sentiment de la Nature et son Expression Artistique)

Sem franquear ficar na áltico.

uma sólida cultura estética não poderemos os altos dominios da Arte e teremos que parada forçada já assina 'ada pelo rustre

XXXX

Acrescente-se aos fatores apontados mais este: o excessivo numero de trabalhos p-ermitldos para cada concorrente. Uma fotografia artística não é coisa qu1

XXXX
Todos qua ntos visitaram o Salão dêste ano .especialmente a representação nacional teI !am ~otado que êle não manteve o mesmo nivel artístico dos dois Salõi:-s anteriores. Porqu z evidentemente os nossos melhores expositores apresentaram ao lado de traba!hos excelentes que poderão figurar em qua·quer ex-
(Cont. na pag. 9)

- 3-

·

na piáttca ·

Achille BOLOGN A

VI

o CORTE

A chamada operação de corte na foto _ grafia não tem unicamente o escopo de eliminar simplesmente as margens irregulares.
Tem principalmente a finalidade de completar a cornposi~ão do quadro alijando do motivo principal todos aqueles detalhes inuteis e que só serviriam para distrair a atenção do otservndor.
É comum no momento da tomada do negativo seja pela nercssidade de urna ação mpida seja devido :ís condições do lugar ou do tempo bltar ao fotografo a calma e socego necessario para estudar a fundo a composição e enqtladrnção do assunto.
Ora aquilo que então precisou fazer com rnpidez poderá ser depois completado tranquilamente sobre a mesa de trabalho por um estudo mais ponderado da copia positiva. Poderá assim executar aqueles cortes adequados e inteligentes que contribuirão eficazmente para o result::ido fL na] do trabalho.
Raramente e principalmente no campo da fotografia artística acontece de se preciz:u utili zar e ampliar toda a superfície do negativo. Quasi sempre se torna necessaria a eliminação de todos os particulares superfluos que só prejudicariam o assunto pt·incipal diminuindo-lhe a importnn_ eia.
Neste estudo de eliminação rnuit'.ls vezes nos encontramos deante da necessidade de utilizar apenas urna pequena parte da fotografia oi:iginal: um angulo restrito de urna paizagem ampla; um detalhe de um monumento grandioso; uma unica flor dentro as muitas que compõe um bouquct; apenas o rosto de uma pessoa ou mesmo parte dele. . . Entretanto quanto interesse c;uanta ex_ pressão se condensa naquele pouco que ficou depoi .s do seve1·0 trabalho de corte! Dir-se _ia que folio o interesse a principio disperso veio se concentrando pouco a pouco enquanto se reduzia a superfície .
Sueéde tarnbern ás vezes que uma fotogrn _ fia á primeira vista sem interesse adquire pela

ampliação de um simples detalhe um inesperado

e surpreendente valor artistico . Portanto não se

tenha . receio de cortar de eliminar; tudo virá

em vantagem da vossa obra .

Faremos aqui ainda uma ultima recomenda-

ção talvez elementar mas bastante importante:

esteja-se atento nas -paizagens que o ho1:izonte

esteja verdadeiramente horizontal. Não ha peor

rousn do que ver _se um horizonte inclinado on-

de as casas amea çam perder o equilíbrio e os

homens mnntem _se em pé por mialgres de es-

tatica.

'

No proximo numero ; a montagem e o retoque. Conclusão

INSTANTANEOS

Surgiu finalmente I RIS a primeira revista bra sileira de foto -cinematografia que vinha sendo ansio. sr.mente aguardada Bem Impressa com abundante colaboração veio pr:encher ent1 e nós uma !acuna que dia a dia mais se fazia sentir devendo exercer grande influencia no desenvolvimento da arte fotogra . fica no Brasil.
XXXX

Apezar de o catalogo do nosso _Salão Int-ernacional ter tido este ultimo ano sua maior tiragem desde a Instituição do certame - 5.000 exemplares - a edição exgotou·se completam:nte antes mesmo do encerra mento do Salão tal o interesse que este despertou.

XXXX

Eleanor Park~ Custis a notavel artista norte -

americana é uma das mais f::cundas fotografas que

conhecemos. Em um ano (junho 45- Ju·ho de 46) teve

nada menos de. 174 traba'hos admitidos em 58 salões

Internacionais!...

Nos u:timos 5 anos alcançou o

apreciavel t'ecorde de 655 fotografias em 224 salõ~s! ! !

XXXX
A diretoria do F. e. Espirita Santo num gesto que muito nos sensibilizou fez constar da ata de sua ultima reunião um voto de aplauso ao F. C. Bandeirante pelo trabalho qu~ vem desnvolvendo em prol àa arte fotcgrafica no Brasil e pelo brilho do V Salã o Internacional de Arte Fotografica de São Paulo recentemente r-ealizado.

- 4-

Aparelhos '' 7\.iniatura'' Comentarias sobre seu uso

Dl·cusaóes

relativas ao seu mérito

Th. J. FARKAS

A grande popularidade e aceita~ão das cha madas maquinas miniatura têm causado discussfes e polemicas sendo os que a usam acusados de crimes contra a arte o bom gosto e até contrn a ... economia popular.
Não pretendemos aqai iniciar mais umn des~::.s polcmicns. Apenas queremos trazer a prC'sell-
c:i.do leitor alguma coisa interessante quanto ú
011gem e uso dos aparelhos miniaturaAntes de tudo é preciso resultar o seguinte:
1;1:o ha propriamente a assim chamada maquina minbtma; o que existe de fato é uma técnicn toda especi:il um modo partic·ular de se proce_ der á tiragem da ·fotografia e ao manuseio do nparelho que são distintos do modo de opernr geralmente empregados nos outros ap3rclhos. 1:; fato que todos os ap:nelhos que tirnm fotografias do- tamanho !:4x36 mm. são ch:unados mi1iatura; no entanto é possfrel aplicar n mesma te<nie;a aos aparelhos de tamanho diferentc m'.ls 1rnito mais difícil é obter os mesmo efeitos na maquinn grande.
l'orque esta distin;ii.o ! Porque jm:tamente :R características tecnicas de um nparelho mi_ 11:at.ura são de tal modo difcrcntes das dos aparpll1os gr.1ndcs que por si só bastariam para di_ Ü·renria-los. Qual o aparelho grande que possui n precisão de uma Leit·a de uma Coutax <u de unin Kodak Ektra / Um aparelho grandc t<-mo a Rolleiflex ou a Supc-r_Ikonta é s-~mpre um bom aparelho mas o seu tamanho J·!·escindo da g:·ande precis:io encontrada nas nrnquinas pequenas. O tamanho 6x9 ou Gx6 não nec~ssita de c·uidados especiais Quando se construinni maquinas gr:indcs com a precisão das maqui_ nas miniatnra (como a Kodak jú vem fazenclo com a }ledalist) então poderemos apreciar m: resultados. Embora muita gente c·onside-re o ap:irelhos 4xG e até 6x9 como ''miniatma o que estnhelece a diferençn niío é o tamnnho e sim modo de operar.
Vejamos agora os motivos pelos quais foi cu1struida a maquin:i pequrna c os fins vis'.1dos pl0 lo seu constrntor.
É sahido que n primeiro maquina desse tipo foi a Leica desenhada c constrnida por Oscnr HJrnack antes da primeira guerra mundinl. Tevc él cm visln a rnaxirna fncilid:ide sob o ponto dc vi~ta téc·nico ao lado de umn economia de matenal até <>ntão desconhecida. Os ul·timos rnoüelos de su'.l maqnina nssim corno os aparelhos seme_ lhantes de ontrag marcas têm notndamente ns i.1esmas caracterisüras: facilidade ex'traordin3ria de manejo e enorme economia de material &ensivel. E para nó presentemeutc é de intercs e 11otar a facilidade de obteução de material 0 ·npi·el. A popularidade desta maravilha modernn. 1·1endc-se :í focilicladP de manejo :i multipli cida_ de de fins a que pod<> ser destinndn e ris infini_ tas adaptações para fins os mais di·crsos. O seu uso é geral cm todos os ~etores da fotografia.
Então porquc são constantemente abcados os miniaturistas?
Primeiro_ porqtl(' afirma-se a miniatura

serve para tudo. É porem uma afirmação que d(lve rnr tomada como restrições. Senão vejamos: paTa a maioria dos assuntos que fotografamos esporte flagrantes a~ão cênas de genero. etc. a miniatura é sem duvida a maquina ideal. Agóra não nos venham dizer que a miniatura é t.:·mbem a maquina ideal para paisagens 111turczas mortas portraits e outros generos simi1::.res. (muito embora haja muitos que fa~am re_ tratos com a mimatura mas é exceção.)
Use-se a miniatura para o fim a que foi desti_ nada: todas as cenas corriqueiras as mais interessantes para o amador em geral. Não a empre_ guemos porem para os casos difíceis que exigem maior estudo para o qual necessitamos de ·idro despolido e objetiva de grande comp1·ilnent.o f<nal. Naturalmente não faremos foto-murais <·um a 11ossa Leita; do mesmo modo serin contrn_ senso irmos a urna excursão do clube com um t']'arclho 18x24 mm chapas tripés ctc.
Outro motivo de ataque: acusam_nos de metralh::nmos a cêna e enqnanto os colegas com :ipurelhos grandes tiram uma fóto nós tiramos cinco!
Ora esta é uma acnsação pueril. Não/ confessam os autores donos de maquinas g1·andes que se tivessem material e facilidade para tirar mui;_as c-hapas em rapida sucessão não fariam cinco mas dez fotografias do assunto ... E é 11:itnrai que assim o façam pois não interessa ao am:lflor a quantidade de filme ou revelador ou papel ga~tu; o que interessa s'i.o os resultados quer seja parn. mostrar aos amigos de casa as ultimas fotos do Joãosinho quer seja para as paredes do salão üe fotografia.
Os meios não interessnm; o que Yale são os re~nltados e a olira final.
Os pintores é verdade fnzcm urna teln sC>; rnas antes dessa estudam n cêna de inumeros :rngu 1os e os bons pintores preparam mesmo uns FC'm nnmcro de estudos i-apidos; 11eses estudos prcliminares baseiam-se pam a tfla final. :t um parnlelo apenns; pois companll a fotogra_ fia tom a pinturn dcJagrnda selllpre a pintores . fotogmfos.
A vidn de hoje não permite qnc dediquemos l:·rgo tempo em medit3ções e estudos; s6 quem tiYet mPsmo vontadc de se espl'tializar e ti·e1· t2mpo l' que póde cxnminar essas questões. Quprn t1nhalhn a Eemana toda tem 11a fotografi~ um <'os melhores passatempos para o domingo e o inpodantc estú em que podc se sntisfazer com puuco tempo de aprendizado e <'0rn o mínimo c]p nrnrrns técnicos. Pois n grnnde vantagem está Íl!stamente 11:.tfacilidade com que tiramos a fotografi:1; quem quizcr complicar a historia toda pode se munir de um scm Hnmero de ace33orios . de livros de instrn~fto de A a Z; mns na s.irnp1icidadc é (!Ue 1·eside todn g1·andezn da Arte e :. justamcnl:e i~so que se de-e procurnr. X ada de (:uplcrfno nada de extrnoJ·dinario. A extrem'.t ft.cilidnde e ;implicidadc no manejo dns maquín:u miniatura é que as torna nossas companheiras ideais.

- 5-
Confr aternização

Os falões internacionais de arte

fotograficn nlem de sun fina lidnde nr _

tü-tirn e cultural frazem em si um al-

cance e rnn m(>rito mais prnftmclo qual

Peja o de c:ontrilrnir cl'irnzmente pnn

11111 mnior cntrc1n~arncnto de arnizJdcs

ele ideias e de conhc~in:cntu
ª rios po·os .

e:1tre os

O fbgrnntc qt:e e !nmrmnos co!hiclo em nosso ultimo rnliío co ·1~0 q~:e s :mboliz:i esse espírito ele rnopernão f' confratcrniznçiio c;:1e rarnctcrizam esses certame s. Xele Yemos e :11 amistozn pa le stra o sr. J\fouricc íVc r·k eonsu l gp_ 1:d cln Bclgic:n nc stn Cnpit:il eo:11 Jo el B:11·a11 que nqui se encontra em rnisiio cu ltura l ele se u pa i z o Pnrngcny.

BANDEIRANTES

NO EXTERIOR

Xoss o s co n sod os continu am. a obt er e n comia sti ca s refe· r e ncia s no <S' tl'nn ge it'o att ·ain do co1n se us trabalho s a a te n ção do s af e içoado s e da cl'iti ca e spec ializada el e vando a ss im se m pt·e m a is a at·te fo tog ra fi ca lw a sikira . D e nti-e os ultim os e xito s no tam os o s seg ui ll.tes :

Segundo nos antecipa nosso consocio honorario
Sr. Alejandro e. Dei Conte di. etor do Corrzo Foto.
grafice Sudamericano José Yalenti e Edua1 do Salvato1 e acab~m de conquistar novos premias no Salão Anual de Arte Fotograficu promov ido pelo Foto Crnbe d ? Santa Fé A1g sntina .

XXXX

Percy W. Harris F. R. P. S. o n eta vel crit :co fotog r n.fico inglez comentando o u ·timo Salão de Lond r es de 1J46 (The Miniature Camera M3.gazine) dent 1e os traba hos a ele admitidos que paz :m d·estaque constam alguns da representação bandei1 ante aos quais fez as s:guintes apreciações:

Em Kioske (n.o 4) - J osé Ofücica Filho produzi u uma fotografia mod ·elo co m uma iluminaçfi .o fora do comum;

Inspir a ção ( 166)

por E. sa:vatore nos

:mostra um excelente aproveitamento da luz solar.

Manhã Gloriosa ( 192) - de Pedro Josué possue

as adndraveis qualidades que fa!tam em out1as boas

fotografias; Perto do Céo (234) - d e Plínio S.

Mendes parece irreal em seus va lores tonais _ pela

fo1ie filt1 agem ou ta:vez dupla impressão das nuvens

destruindo a persp ect iva aérea de modo que as nuvens pa ! ecem estar adiante e não atraz da colina.
XXXX
Min:can Photcgraphy a conhecida revista nor te - ame: icana dedicou a lgumas paginas ao jove ·m T ho maz J. Farkas cu j o estilo analisa atraves d-e varias reproduções de suas fotografias.
X XXX
A otima impt essão causada pela representação bandeirante ao X S1Ião Anual promovido pelo Foto Club ? Argentino (Buenos Aires dez. 1946) foi sinte -
tizada per seu vice - presidente Sr . Emilio e. Ton á
no seguinte paragrafo da carta que nos escreveu e que data - ven '.a tansc1eve m os:
Las obr as d e r efe r en cia h a n t enid o un a e·xce lcnt e ac oj id a por p a rt e dei p ubli co y de la criti ca em ge n era l dem on str a ndo con esta mu es tr a el con stant e es piritu de sup er acion que k s a nim a y la depur a d.i t éc ni ca a qu e no s ti e n em ac ostumbrado vue stro s as scc ia dos. Por t odo ello m e p ~rmito h ace r ..les lle gar en nombr e de n ues tro Pr es ident e y dei mio proprio Ia s m as en t u sia st as fdi ci tacion es es perando par a el a fio qu e vien e u na rem essa a un m ay or y d ei mi sm o va lor ar tis ti co.

- G-
s;ol e Sombra srugenio '001.'.1!acerbl?
(São Paulo - Brasil)
!.
\
H'1~f uncb 1fJonr 1Ro~benEl. fülillets
(Inglaterra)

-7 -
t.-
.Bpos a 'teempestat>e tl)linio !S. Ment>es
(S . Paulo - Brasil)

- 8-

====P-=O=NTO DE REUNIÃO

--0 ---

O SA LA.O INTERNACION lL DE ART E F OTO G RAFICA D E SÃ O P AU LO a o la do de s u a fina :iclacle arti s ti ca é um cxce le nt t :p.retexto para o en -
t re la ça m ento d e r e-a çõe s ~o- C~.J.is. A G a !e;r a Pre ~te s Maia ap1·esc nta t odo s os an os quando de s ua rc ::tli z::.çã o o a specto in(e:·es 2antc qu e se v ê ao rad o ele ca u t er ie::. entre os conco: ·!'eu !es e r~ss-:as ele SU!\ S fa.m Li:ls. No c! i chê' as s enhora s F~l m é ri o e r!uti tr oca m im 1;:·:s~ões tol n·e ... moda s enqt:~~t~ os m a rido s expli cam'' a.s fo ~ografi as ~ O !; vi s it a nte :; e o Luc.lovico com o bom ob si:!rva:1o :- tir :1 su as co n clu sõe s ...

Toda c 1ílica brm inll'ncicnada ( 'Jca; mr no (' ()_Ili' fccrm os nlío l'n/cnrlil/os ainrla qumulo /Jrm inlrnt innaâos .
-:xxx-
f'intr JJOr ccnln dei t/cnira qur .lf' aprr r;oa (

rU!; 0 1r .faifl' 81'11'<' a71r 11a~. /Jara pro/011ga · as

e :1n·n.açrirs rl0.s q 1:I' 1r rl'llllf'IH para falar d l'

Jr/ogrnfia .''

-xxx-

O 111l'iil'lr nr.r;ntit'o { i111polc11tr para suprir

ci falta rir idria na ima.r1rnz r'col71ida.

-9 -

Os lições do ·8aJaci (Continuação)

posição internacional outros muito fracos sem originalidade nem méritos pictóricos que Justificassem a sua admissão. A nosso ver a unica exceção a esta fa .. lha foi t~lv :z e representação do S!. Yalenti.
Não vai nesta observação censura alguma ao elevado critério dos membros do Jury de admissão porque todos nós proclamamos a sua alta competência e re. conhecemos a dificuldade da árdua tarefa. Se Julgar uma c~ntena de fotografias já é trabalho delicado que dizer da seleção entre 1.025 para dentre elas esco'her as mais dignas de figurarem no Salão?
A que se ha de atribuir a ra·ta d·~ homogeneidade os altos e baixos verificados na rtpresentação nacional? Uma das suas causas é sem duvida nenhuma o numero excessivo de fotografias permitidas para cada concorrente. lt intuitivo que se êsse numero fõsse re ... duzido de 10 para 4 ou 5 só com isso se faria inicialmente pelo prvprio concorrente uma seleção mais rigo1asa em proveito do certame pois figurariam apenas os melhores trabalhos de cada um. E francamente raro será o amador que possa apresentar todos os anos 10 fotografias novas com méritos artísticos dignos de um Sa ·ão Internacional.
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Levado pelo sincero desejo de colabo1 ar para que o nosso Salão se apresent-2 cada ano melhor ousamos indicar á Diretoria do Foto-Cine Clube as seguintes sugestões: - 1.a) - incrementar ent1 e os soei os o uso d·~ laboratórios particulares onde o próprio amador executar·á os seus trabalhos -e dominará os segredos e os recursos da técnica fotográfica mantendo tambem o c:ube em sua séde um laboratório para iniciar os principiantes por meio de exper!ências prá_ ticas indisp:nsávels. 2.0 ) - Promover por melo de pa ·e:;tras 1 cursos etc além dos concursos que já realiza mensalmente o ensino doutrinário da fotografia especialmente no setor da ~stética necessár:o ao aper -
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feiçoamento da cultura artística do bom gosto do senso critico; assinar revistas e organizar biblioteca especializada; 3. 11) - Reduzir para 5 ou n1esmo 4 o numero de fotografias qu·e cada concorrente poderá ap1 esentar ao safüo. 4.ª) - Ampliar para cinco o nu .. mero d:- Jutzes ou membros da Comissão de Seleção rendo considerados fora de concurso os trabalhos por êles axpostos.
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Ê uma das mais difíceis a ciencia de julgar. Se o jul. gamento é de ob1as de arte mu'tiplique-se por mil as dificuldades
Exigem dos juizes facu:dades especiais senso critico bom gosto conhecimento especializado de técnica e dos princlpios gerais da estética. Haverá co:sa mais dlficil de definir do que seja o Belo? Haverá palavra mais discutida do que s:Ja a palavra a: te?

Haverá um Julgamento de obras de arte que satisfaça a todos os concorrentes? Qual o crlté lo adotado pelos · Julzes? O seu gosto pessoal? Os prlnclplos da estética? Quais principias? Os clássicos cu acadêmicos? Os modernos? Os modernistas?

Posto que a fotografia seja a mais moderna de todas as artes a unica qu·z numa fração de segundo pode registrar e concretizar um desenho um movimento uma emoção uma Iag1 ima um recanto da natureza um momento da vida não deverá nunca ab3ndonar os princtp:os ·da -estética 1 unicos esteios ·?m que se firmâ para ser considerada processo de arte .

Sm observancia .c;;erá um documento arte.

llêsses principios a fotografia um 1 egisiro e não uma obra de

E não pod·e haver arte s:m unidade unidade sem hierarquia hierarquia sem 01dein ordem sem equiJlbrlo.

Por isso mesmO' que a ·rotograf:a é monocrqma. deve O! ientar-se pelas obras dos grand.: mestres da gravura do d·es-enho em preto e branco. E por isso mesmo e·a tem que permanecer clâssica <m seus meios. e o será semp1 e pois que é obrigada a procurar a Be:~eza na forma na coordenação das linhas no ~quiibrio das massas na oposição dos valores na unidade do desenho. E é multo ar iscado manejar-se uma objetiva sem observancia dêsses preceitos consagrados pelo tempo Em fotografia artist:ca a novidad-e só por si pode conduzir ao fracasso.

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COISAS DA FOTOGRAFIA
PROFUNDIDADE: - A profundidade está em ligação intima com a luminosidade a abe1 tura do diafragma e da distancia focal respectlvamente. A nitidez de profundidade decresce na mesma proporção em que aumenta n abe1 1tura do diafrag-ma e a distancia focal ~. vice-versa aumenta á medida que a abertura do diat'ragma e a distancia focal dim.nue.
FERSPECTIV A GEOMETRICA: - Para se conseguir um agradavel efeito de perspectiva na fotogra- . fia a distancia focal da objetiva deve er tanto quanto possivel igual á distancia em qu-e se observa a fotog afia. Quando se observa a rotografia a olho nu a distancia focal normal é de 21 cms.
LUMINOSIDADE: - Esta é a proporção da abertura l~v1e da lente á distancia focal. Uma ~ente P:4 qu;- possue uma distancia 1'oca1 de 135 mm. . tem uma abertura efetiva de 338 mm.; por exemplo: 135 dividido 338 igual 4.

PROPOR NOVOS SOCIOS É DEVER OE TODO BO:\l SOCIO

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AreeleiçdãaoDiretorpiaroa bieni1o947-1948

N11meroso grupo de associados interpretando o pen.mmento geral num ge&to expressivo e q11e bl'm reprnenta o rspirito reinante no quadro social apresent01 na assPmbléia geral ordinária de 11 de .ianeiro 11/timo ao presidente da mesa Dr. Valencio de Barros para ser encaminhada ao Conselho Deliberatii·o do clube a representação que abaixo transcrei:emos pleiteando a reeleição da diretoria cujo mandato se exting11iu e11l 1946 pelos relet·antes servi:;os prestados.
SEXHORES ME.\1BROS DO C'OXSELHO
DELIBERATIVO DO
FOTO-('INE C'LUBE BA:XDEIRAXTE
1. Aproximando-se o término do man dato da Diretoria que vem regendo as ati· vidades do nosso Clube cumpre aos sócios sinatários da presente o grato dever de trazer a êste egrégio Conselho !Deliberativo o seu testemunho sobre o u_>reço e a admiração conquistados pelos nossos companhei· Tos que a constituem - resultante de mais um bienio de dedicação proficiência e alevantado espírito de compreensão das finalidades que nos congregam.
2. Integrados como estão os Senhores Conselheiros nas atividades do Foto-Cine Clube Bandeirante poderia ·Jarecer ocioso enumerar as determinantes que projetaram essa atividade ao nível das mais destacadas congêneres do mundo- motivo de justo orgulho para todos nós. Contudo a messe de tra ·balhos realizados é de tal magnitude que seria injustiça não se ·)roceder presentemente á sua rememoração embora sumária e sucinta. Assim são merecedoras de destaque especial as r~alizações que se passa a enumerar só por si justificativas do nosso respeito pelos companheiros Diretores que de forma objetiva souberam concretiza-las a despeito das inumeras e ponderaveis difi· culdades que soem ocorrer em tais empre-
endimentos: a) - Constituindo-se o nosso Clube de
aficionados de uma arte cuja e: ·)ressão cultural inerente impõe natural seleção no quadro social foi·nos não obstante grato observar a sua ampliação na ordem de quasi atingir o dobro do numero de socios que re

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